Um aliado do advogado-geral da União, Jorge Messias, que foi indicado pelo presidente Lula para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), comparou a derrota no Senado a uma queda de avião. A declaração foi feita após a rejeição ser confirmada no painel da Casa, na noite de quarta-feira.
Reação à derrota
O interlocutor, que preferiu não ser identificado, afirmou: “Isso é como queda de avião. O desastre nunca é por um fator só, é por um conjunto de problemas”. A fala reflete a perplexidade que tomou conta dos líderes do governo no Senado, que esperavam uma aprovação tranquila de Messias.
Expectativas frustradas
Momentos antes da votação, após uma sabatina considerada vitoriosa na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o presidente Lula foi informado pelo ministro da Articulação, José Guimarães, de que Messias seria aprovado no plenário com uma margem de cinco votos. No entanto, faltaram sete votos para a aprovação, resultando em uma derrota inesperada.
O clima no governo era de confiança, mas a derrota deixou todos em silêncio, em meio a um cenário de surpresa e frustração. A comparação com uma queda de avião, feita pelo aliado, ilustra a complexidade de fatores que levaram ao resultado negativo.
Messias, que durante a sabatina na CCJ se emocionou ao falar de sua fé e trajetória de vida, chamando o processo de “plano de Deus”, agora vê sua indicação ao STF ser rejeitada pelo Senado, um revés significativo para o governo Lula.



