Valdemar explica ausência de Michelle na campanha de Flávio e pede empenho de aliados
Valdemar explica ausência de Michelle na campanha de Flávio

O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, negou a existência de um racha na família Bolsonaro e explicou a razão pela qual a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ainda não se engajou de forma enfática na campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Em um jantar com empresários realizado nas imediações da Avenida Faria Lima, em São Paulo, nesta segunda-feira (23/02/2026), Valdemar destacou que Michelle está atualmente dedicada a cuidar do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena de prisão no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Falta de tempo e prioridades familiares

Segundo Valdemar Costa Neto, a ex-primeira-dama "não tem tempo de nada" porque sua rotina é focada no apoio ao marido. "Ela faz a comida pro Bolsonaro de manhã e vai levar na hora do almoço. Ninguém quer ver o marido e nem o pai na situação que o Bolsonaro está, esse é o grande problema", explicou o cacique do PL durante o evento. No entanto, ele garantiu que Michelle "vai entrar para valer" na campanha eleitoral, enfatizando que sua participação será crucial nos esforços para eleger Flávio Bolsonaro à Presidência da República.

Aliados fundamentais e a pressão pela vitória

Além de Michelle Bolsonaro, Valdemar citou o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) como pilares fundamentais da campanha. Ele afirmou que esses três nomes precisam "trabalhar para valer" porque a eleição deste ano representa uma questão de "vida ou morte" para o grupo. "Ou nós ganhamos a eleição, ou Bolsonaro fica mais oito anos preso sem ter cometido nenhum crime", alertou o presidente do PL, conectando diretamente o resultado das urnas com o futuro jurídico de Jair Bolsonaro.

Valdemar Costa Neto expressou confiança de que todos os aliados entrarão na campanha com total empenho, reconhecendo que Flávio Bolsonaro ainda não teve tempo para conversar com todo o pessoal envolvido. "O Flávio vai começar a conversar com todo esse pessoal com calma. O Flávio não teve tempo para isso ainda", ponderou, indicando que a coordenação dos esforços está em fase de estruturação.

Possíveis vices e a importância estratégica

Diante da indefinição sobre quem será o vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro, Valdemar avaliou possíveis nomes. Ele mencionou a senadora e ex-ministra da Agricultura, Tereza Cristina (PP-MS), e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), como "ótimas" opções. Sobre Tereza Cristina, elogiou seu carisma único, mas ponderou que Zema poderia ser o candidato ideal devido ao peso eleitoral de Minas Gerais.

"O Zema seria um candidato ideal por causa dos votos de Minas Gerais, porque o Zema pode não estar bem avaliado no Brasil, mas em Minas ele está bem avaliado, isso não tem preço para nós, porque Minas é Minas, né?", ressaltou Valdemar, lembrando que os votos mineiros costumam ser decisivos nas eleições presidenciais brasileiras. Essa análise reflete a busca por uma composição de chapa que maximize as chances de vitória em um cenário político complexo e competitivo.

As declarações de Valdemar Costa Neto ocorrem em um momento crucial da campanha eleitoral, com a proximidade das eleições aumentando a pressão sobre os aliados de Flávio Bolsonaro. A articulação política dentro do PL e com partidos parceiros, como os Republicanos, será essencial para consolidar uma frente ampla capaz de enfrentar os demais candidatos. O envolvimento de figuras como Michelle Bolsonaro, Nikolas Ferreira e Tarcísio de Freitas é visto como um diferencial estratégico, especialmente para mobilizar bases eleitorais e transmitir uma mensagem de unidade em torno da candidatura.