Seminário propõe combate à corrupção como prioridade nacional permanente
Seminário define corrupção como prioridade nacional permanente

Seminário sobre combate à corrupção define prioridade nacional permanente

O Instituto Não Aceito Corrupção elaborou o Plano INAC pelo resgate da integridade nacional, que sugere que o Estado, as instituições e a sociedade elevem a prevenção e o combate à corrupção ao patamar de prioridade nacional absoluta e permanente. O documento foi resultado do 10º Seminário Caminhos Contra a Corrupção – Integridade e Transparência, promovido pelo INAC e realizado pela Faculdade de Direito da USP na semana passada.

Desafios graves e impacto sistêmico

De acordo com o plano, o Brasil enfrenta desafios graves de fragilização institucional, além da captura de recursos públicos, que comprometem a confiança nas instituições e o avanço rumo aos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU. Um deles exige a redução substancial de todas as formas de corrupção e suborno até 2030 – meta que o país corre o risco de não cumprir sem ações urgentes e coordenadas.

“A corrupção não é apenas um problema ético: ela compromete serviços essenciais, agrava desigualdades, prejudica o meio ambiente, a saúde pública e o crescimento econômico sustentável, além de ser fenômeno sistêmico e transversal. Seu enfrentamento exige superação de divisões partidárias, ciclos eleitorais e interesses setoriais”, destaca o material.

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Sete pilares fundamentais para o combate

Ao final do seminário, foram definidos os sete pilares fundamentais para a prevenção e o combate à corrupção:

  1. Criação de uma Política Nacional de Combate à Corrupção com a criação de um plano de Estado permanente, intersetorial e de longo prazo.
  2. Criação de uma Agência Nacional Anticorrupção independente.
  3. Apoio à concretização da Corte Internacional Anticorrupção.
  4. Reforma da Integridade Orçamentária com o fim das emendas parlamentares.
  5. Educação ética e digital compulsória com a implementação de programas obrigatórios de formação em ética, cidadania e integridade em todos os níveis educacionais.
  6. Proteção a denunciantes (whistleblowers) com a criação de um sistema robusto de proteção a denunciantes.
  7. Código de ética e integridade nos tribunais superiores.

O material foi elaborado por acadêmicos, juristas, gestores públicos, representantes da sociedade civil e cidadãos, e foi encaminhado para todos os órgãos de Estado e autoridades. O plano enfatiza a necessidade de uma agenda unificada, baseada em propostas concretas, inovadoras, disruptivas e de longo prazo, que fortaleça a governança democrática e restaure a credibilidade das instituições.

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