Datafolha amplia escopo e medirá popularidade de Neymar e ministros do Supremo
A próxima pesquisa eleitoral do Instituto Datafolha, programada para ser realizada entre terça e quinta-feira desta semana, promete trazer dados que vão muito além das eleições presidenciais de 2026. O levantamento incluirá questões inéditas sobre a convocação do atacante Neymar para a Seleção Brasileira na Copa do Mundo, além de uma avaliação individualizada de cada ministro do Supremo Tribunal Federal.
Novidades no questionário da pesquisa
De acordo com o registro junto ao Tribunal Superior Eleitoral, a pesquisa abordará temas diversos que refletem preocupações atuais da sociedade brasileira. Entre os destaques está a inclusão de perguntas específicas sobre o endividamento da população, com foco especial nas dívidas contraídas através de bets (apostas online), que podem se tornar um tema central na disputa presidencial.
Os resultados da sondagem poderão ser publicados a partir do próximo sábado, dia 11 de abril, conforme previsão inicial. No entanto, a data exata de divulgação será determinada pelo jornal Folha de S. Paulo, contratante do levantamento, que tem autonomia para definir o momento mais adequado para a veiculação dos dados.
Avaliação individualizada dos ministros do STF
Pela primeira vez na história das pesquisas Datafolha, os brasileiros serão questionados sobre o trabalho individual de cada ministro do Supremo Tribunal Federal. A metodologia incluirá duas etapas distintas: primeiro, os entrevistados deverão citar espontaneamente o nome do primeiro ministro que lhes vem à mente quando se fala no STF.
Em seguida, será apresentada uma lista completa com todos os integrantes da Corte, e os participantes deverão indicar quais nomes reconhecem. Por fim, aqueles que afirmarem conhecer determinado magistrado serão convidados a avaliar seu trabalho em uma escala que varia de "péssimo" a "ótimo", permitindo uma aferição precisa da popularidade de cada um.
Neymar e a Copa do Mundo 2026
Fora do contexto estritamente eleitoral, a pesquisa trará questões relacionadas ao futebol e à Copa do Mundo que será disputada ainda este ano. Os entrevistados deverão indicar qual país acreditam que vencerá o torneio mundial, escolhendo entre onze opções que incluem Brasil, Argentina, França, Inglaterra, Espanha e Uruguai.
Além disso, haverá uma pergunta específica sobre a posição que o Brasil deve alcançar no campeonato, desde a eliminação na primeira fase até a conquista do tão sonhado hexacampeonato. Sobre Neymar, os brasileiros serão questionados se são a favor, contra ou indiferentes à sua participação na Copa, considerando que o atacante ficou de fora das últimas convocações do técnico Carlo Ancelotti.
Endividamento e contexto internacional
O questionário também abordará as formas de endividamento das famílias brasileiras, com foco especial nas dívidas contraídas através de apostas online. Os participantes primeiro responderão se possuem alguma dívida em aberto atualmente e, em caso afirmativo, qual tipo de débito mais pesa em suas finanças.
As opções incluem:
- Cartão de crédito
- Empréstimos pessoais
- Financiamento de veículos
- Apostas online (bets)
- Outras modalidades de crédito
No âmbito internacional, a pesquisa investigará como os brasileiros percebem o conflito no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Os entrevistados serão questionados se acreditam que essa guerra terá influência sobre a economia brasileira, os preços dos alimentos e até mesmo as eleições gerais de 2026.
Cenário político em evolução
A pesquisa também reflete as mudanças no cenário político brasileiro. Pela primeira vez, o Datafolha considerará apenas o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como o nome do PSD à Presidência da República, após a oficialização de sua pré-candidatura na semana passada.
Outro nome que estreará no levantamento é o do ex-deputado federal Cabo Daciolo, que anunciou sua pré-candidatura pelo Mobiliza (antigo PMN) no último sábado, dia 4 de abril. Embora o escritor Augusto Cury tenha oficializado sua filiação ao Avante para concorrer ao Planalto, seu nome não consta no questionário enviado pelo Datafolha ao TSE.
Esta ampliação do escopo da pesquisa Datafolha representa uma tentativa de capturar não apenas as intenções de voto, mas também o humor da sociedade brasileira frente a temas que vão desde o futebol até a atuação do Judiciário, criando um retrato multidimensional da opinião pública nacional.



