Desembargador Ricardo Couto assume governo do Rio após renúncia de Cláudio Castro
O desembargador Ricardo Couto, de 61 anos, presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro desde fevereiro de 2025, assumiu o governo do estado nesta segunda-feira (23), após a renúncia de Cláudio Castro. A sucessão ocorre porque o Rio de Janeiro está sem vice-governador, após Thiago Pampolha renunciar para ir para o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), e o próximo na linha sucessória, o presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), Rodrigo Bacellar, está afastado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF).
Trajetória profissional e pessoal do novo governador
Casado e pai de dois filhos, Ricardo Couto é carioca e torcedor do Botafogo. Ele iniciou sua carreira na Defensoria Pública em 1989, quando foi aprovado em primeiro lugar no concurso. Em 1992, passou em primeiro lugar no concurso para juiz, atuando como juiz auxiliar da Corregedoria entre 2000 e 2002. Em 2008, tomou posse como desembargador do Tribunal de Justiça, e antes de assumir a presidência do tribunal, foi presidente da 4ª Câmara de Direito Público e integrante da 7ª Câmara Cível.
Na eleição para a presidência do Tribunal de Justiça, em novembro de 2024, Couto obteve 116 votos, derrotando o também desembargador Luiz Zveiter. Em janeiro de 2025, ele já havia ocupado o cargo de governador por uma semana durante uma viagem de Cláudio Castro ao exterior, demonstrando experiência na função executiva.
Estilo de gestão e perfil pessoal
Em seu primeiro ano à frente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto se notabilizou por receber em seu gabinete juízes e desembargadores de diferentes correntes do tribunal, ouvindo todos os lados antes de tomar decisões em longas reuniões. Seus pares o descrevem como um frequentador assíduo de livrarias e sebos, sendo apontado como o maior comprador de livros do tribunal. Sua coleção inclui obras de Direito, literatura brasileira e internacional, e gestão pública, muitas delas acumuladas em seu gabinete na sede do tribunal no Centro do Rio.
A renúncia de Cláudio Castro foi anunciada um dia antes da retomada de um julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), adicionando um contexto político significativo à transição de poder. Com essa mudança, o Rio de Janeiro entra em um novo capítulo sob a liderança de um magistrado experiente, conhecido por sua abordagem ponderada e paixão pelo conhecimento.



