Pesquisa revela desempenho fraco de pré-candidatos do PSD para 2026, apesar de baixa rejeição
Pré-candidatos do PSD têm desempenho fraco em pesquisa para 2026

Pesquisa eleitoral traz má notícia para o PSD e seus pré-candidatos à Presidência em 2026

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, recebeu um alerta preocupante nesta quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026. Uma pesquisa AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgada nesta data, revela que os três principais nomes do partido na corrida presidencial apresentam desempenho eleitoral ainda muito frágil perante o eleitorado nacional.

Números revelam distância significativa dos pré-candidatos do partido

Os governadores Ronaldo Caiado de Goiás, Ratinho Júnior do Paraná e Eduardo Leite do Rio Grande do Sul, que compõem a tríade presidenciável do PSD, aparecem com percentuais bastante modestos nas intenções de voto para o primeiro turno das eleições de 2026. O levantamento indica que, apesar de serem considerados representantes da chamada "terceira via", eles ainda não conseguiram conquistar espaço significativo no cenário político nacional.

Ronaldo Caiado, o mais bem colocado entre os três, registra apenas 4,9% das preferências do eleitorado, ficando em desvantagem de impressionantes 33 pontos percentuais em relação ao senador Flávio Bolsonaro do PL, que se consolida como principal candidato da oposição. Considerando a margem de erro de 1 ponto percentual da pesquisa, o governador goiano se encontra em empate técnico com Romeu Zema do Novo e com o ativista Renan Santos do MBL.

Ratinho Júnior e Eduardo Leite enfrentam dificuldades ainda maiores

O governador do Paraná, Ratinho Júnior, que vinha sendo apontado em levantamentos anteriores como a melhor alternativa do PSD, aparece com apenas 3,8% das intenções de voto, numericamente atrás de Romeu Zema que possui 3,9%. Neste cenário, também há empate técnico entre Ratinho, Zema e Santos.

Já Eduardo Leite enfrenta os maiores obstáculos para projetar seu nome além das fronteiras gaúchas. O governador do Rio Grande do Sul surge com apenas 1,6% do eleitorado nacional, mais de quatro pontos atrás de Zema e tecnicamente empatado com Renan Santos e com o ex-ministro Aldo Rebelo do DC.

Baixa rejeição emerge como principal trunfo contra a polarização

Apesar dos números desanimadores nas intenções de voto, os três governadores do PSD possuem uma vantagem significativa quando analisada a rejeição eleitoral. Segundo a mesma pesquisa AtlasIntel, eles apresentam índices de rejeição consideravelmente mais baixos do que os principais nomes da polarização política.

O ranking de rejeição é liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com 48,2% dos entrevistados descartando completamente a possibilidade de votar no atual mandatário. Em seguida aparecem Flávio Bolsonaro com 46,4%, Jair Bolsonaro com 44,2%, Renan Santos com 43,9%, Nikolas Ferreira com 42,2% e Michelle Bolsonaro com 40,8%.

Em contraste positivo, os pré-candidatos do PSD registram rejeições mais moderadas: Eduardo Leite é considerado inviável por 38,3% dos eleitores, Ronaldo Caiado por 36,6% e Ratinho Júnior por 35,7%. Para comparação, Romeu Zema, candidato independente do centro, é rejeitado por 36,4%.

Metodologia da pesquisa e contexto político

O instituto AtlasIntel realizou a pesquisa entre os dias 19 e 24 de fevereiro de 2026, ouvindo 4.986 eleitores brasileiros em todas as regiões do país. O levantamento possui margem de erro estimada em 1 ponto percentual, para mais ou para menos, com índice de confiança de 95%. A pesquisa está devidamente registrada na Justiça Eleitoral sob o número BR-07600/2026.

Os números revelam um cenário desafiador para o PSD, que busca emplacar um nome próprio na disputa presidencial de 2026. Enquanto a polarização entre Lula e os bolsonaristas continua dominando o cenário político, os representantes da terceira via enfrentam dificuldades para ampliar sua base eleitoral, apesar de contarem com menor resistência entre os votantes.

Esta situação coloca Gilberto Kassab e a direção nacional do PSD diante de um dilema estratégico: como transformar a baixa rejeição em votos concretos e como posicionar seus pré-candidatos de forma mais competitiva frente aos polos já consolidados da política brasileira.