O deputado federal Paulinho da Força, presidente do Solidariedade, descartou a possibilidade de ser candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo ex-governador Ciro Gomes (PSDB) nas eleições de outubro de 2026. A informação foi divulgada após o parlamentar ser cotado para o posto em uma eventual aliança entre as duas siglas.
Conversas com Aécio Neves
No final de abril, Paulinho da Força chegou a discutir o assunto com o presidente do PSDB, Aécio Neves. Na ocasião, o deputado afirmou que a conversa ocorreu em tom de brincadeira e que pretendia falar com Ciro Gomes sobre o tema. No entanto, ele voltou atrás e não tratou do assunto com o ex-governador. Questionado pelo g1 se houve diálogo com Ciro, Paulinho foi enfático: “Não falei. Não é bom mexer muito nisso. Dá muito trabalho”.
Histórico da chapa
Caso a chapa se concretizasse, repetiria a formação da candidatura de 2002, quando Ciro Gomes disputou a Presidência com Paulinho da Força como vice. O deputado defende uma candidatura alternativa aos nomes mais fortes da corrida eleitoral: o presidente Lula (PT), que busca a reeleição, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-SP). “Essa terceira via ficou muito à direita”, declarou Paulinho em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo na semana passada.
Cenário eleitoral
Além de Lula e Flávio Bolsonaro, outros pré-candidatos já se lançaram na disputa, como os ex-governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), que tentam se aproximar dos líderes nas pesquisas. Aécio Neves convidou Ciro Gomes, que recentemente se refiliou ao PSDB, para concorrer à Presidência pela sigla. “Fiz um apelo para que ele se disponha a liderar um novo caminho para o Brasil, o caminho do centro democrático, liberal na economia, inclusivo do ponto de vista social e responsável no campo da gestão pública”, afirmou Aécio na ocasião.
Ciro Gomes disse que recebeu o convite com surpresa e alegria e que avaliaria a proposta, uma vez que estava construindo a viabilidade eleitoral para disputar o governo do Ceará em outubro, cargo que já ocupou entre 1991 e 1994.



