Governador gaúcho fica de fora da disputa presidencial após decisão partidária
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), não será candidato à Presidência da República nas eleições de 2026. A decisão foi tomada pelo partido, que escolheu o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como pré-candidato oficial ao Palácio do Planalto. Esta é a segunda vez que Leite vê sua aspiração presidencial ser preterida pelo PSD, após ter sido substituído por João Dória na disputa interna de 2022.
Disputa interna e terceira via frustrada
Leite buscava representar uma terceira via política no país, posicionando-se como oposição tanto a Lula quanto a Bolsonaro. No entanto, acabou se tornando a terceira opção dentro do próprio partido. Antes de Caiado, a preferência do PSD era o governador do Paraná, Ratinho Junior, que se retirou da disputa na semana passada.
Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (30), questionado sobre seu papel nas próximas eleições, Leite tergiversou e não mencionou o nome de Caiado. "Vou continuar trabalhando pela política feita no centro. A definição de onde eu vou estar jogando, se no campo, na torcida, do lado, como treinador orientando, isso é definido junto com o grupo", declarou o governador.
Desencanto e foco nas eleições gaúchas
Leite afirmou ainda que não conversou com Caiado após a decisão do partido e expressou certo desencanto, sugerindo que a escolha mantém a radicalização política. "Respeito, mas não me afasto da convicção de que deveríamos oferecer um projeto no centro", disse.
Com a candidatura presidencial descartada, o governador gaúcho deve voltar sua atenção para as eleições estaduais de 2026. Ele trabalha para eleger como seu sucessor o vice-governador Gabriel Souza (MDB). "Uma coisa é certa: meus olhos estão também voltados para a eleição do nosso sucessor, nosso vice-governador Gabriel Souza", afirmou Leite.
Futuro político além de 2027
Leite já descartou uma candidatura ao Senado e afirmou que só renunciaria ao governo do RS "para atender o chamado para a única eleição mais importante, a de presidente da República". Seu mandato como governador termina em 5 de janeiro de 2027, e ele não pode concorrer novamente ao cargo por ter sido reeleito em 2022.
O político do PSD, no entanto, dá sinais de que não desistiu de sua ambição presidencial. "Isso não termina por aqui. A política é dinâmica e jornadas como essas não se encerram com uma decisão partidária. Se não for agora, vai ser logo ali adiante", declarou em vídeo publicado após a escolha do partido.
Sua participação na campanha presidencial de 2026 ainda será definida posteriormente, mas Leite mantém-se como uma liderança política dentro do movimento que defende uma política de centro no Brasil.



