Governador do RS anuncia pré-candidatura à presidência e se apresenta como 'terceira via'
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), anunciou formalmente sua pré-candidatura à presidência da República através de uma publicação em suas redes sociais. Acompanhando o anúncio, ele divulgou um "manifesto ao Brasil" com uma série de propostas e reiterou sua posição como uma "terceira via" frente à polarização política que domina o cenário nacional.
Manifesto critica divisão e propõe novo caminho
No documento, Leite faz duras críticas ao atual momento político do país. "Nada na história econômica moderna se compara ao impacto que estamos prestes, muito em breve, a experimentar. O Brasil, porém, permanece dividido, fragmentado, excessivamente concentrado em disputas ideológicas e paroquiais que não produzem solução", afirma o texto. O governador finaliza a publicação declarando: "É com esta convicção, com fé e independência, que coloco meu nome à disposição do país".
Disputa interna no PSD por vaga presidencial
O gaúcho busca se diferenciar de seus correligionários no PSD que também são pré-candidatos à presidência: Ratinho Júnior, governador do Paraná, e Ronaldo Caiado, governador de Goiás. Os três disputam a preferência do presidente nacional do partido, Gilberto Kassab, que será o responsável pela escolha final do candidato da legenda. As agendas do trio envolvem uma série de eventos políticos anunciados por Kassab, incluindo encontros em São Paulo nesta sexta-feira (6), sábado (7) e segunda-feira (9) para acompanhar filiações de deputados estaduais paulistas ao PSD.
Leite destaca diferencial de não ter apoiado Lula ou Bolsonaro em 2022
Em entrevista concedida após participação no programa Jornal do Almoço, da RBS TV, na última segunda-feira (2), Leite explicou o que considera seu principal diferencial. "O que considero me dar um diferencial em relação aos meus colegas, pelos quais tenho muito respeito, é justamente a possibilidade de liderar uma candidatura independente, porque não abracei nas eleições de 2022, nem Lula (PT) nem (Jair) Bolsonaro (PL)", afirmou o governador.
Ele se declarou um crítico dos "dois campos que polarizam a eleição e os processos eleitorais no Brasil" e defendeu "um caminho alternativo". "Me sinto pronto para liderar um projeto nacional de despolarização do país. O Brasil precisa sair dessa polarização radicalizada que coloca brasileiros contra brasileiros", declarou Leite, reforçando seu posicionamento como alternativa ao cenário político atual.
Trajetória partidária e processo decisório
Eduardo Leite migrou do PSDB para o PSD em maio de 2025. Ao ingressar no partido de Kassab, Ratinho Jr. já era cotado como pré-candidato à presidência. Em janeiro deste ano, foi a vez de Caiado deixar o União Brasil para se filiar à legenda. Agora, o PSD conta com um trio de presidenciáveis e deve escolher um deles para ir às urnas em outubro.
A escolha está com o presidente nacional da sigla, que já descartou anteriormente a realização de prévias para a definição. Segundo Leite, porém, Kassab não é o único agente do processo decisório. "É isso que a gente vai intensificar ao longo dessas próximas semanas. Encontros, conversas, diálogos que permitam a gente entender, dentro do contexto político, da percepção do eleitor, qual é o nome que melhor poderá conseguir aglutinar um grupo da sociedade brasileira substancial o suficiente para levar essa candidatura ao segundo turno e vencer as eleições", explicou o governador.
O grupo tem a expectativa de escolher um pré-candidato definitivo à presidência até abril, definindo assim quem representará o PSD na disputa pelo Palácio do Planalto nas eleições deste ano.



