Justiça Eleitoral cassa mandato da prefeita de Cachoeirinha e vice
Justiça cassa mandato da prefeita de Cachoeirinha e vice

Jussara Caçapava, do Avante, primeira mulher eleita prefeita de Cachoeirinha (RS) em abril deste ano, teve o mandato cassado neste sábado (16) pela Justiça Eleitoral. O vice-prefeito, Luis Carlos Azevedo da Rosa, o Mano (PL), também foi cassado. A decisão, em primeira instância, aponta abuso de poder político durante a campanha para a eleição suplementar. Cabe recurso ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), e, enquanto não houver decisão final, ambos permanecem nos cargos.

Entenda o caso

De acordo com a juíza eleitoral Suélen Caetano de Oliveira, houve uso da máquina pública em vídeos divulgados por Jussara nas redes sociais durante o período eleitoral. A prefeita também foi declarada inelegível por oito anos. A defesa da chapa afirmou ter recebido a decisão com surpresa e que recorrerá às instâncias superiores.

Histórico de cassações

Se a cassação for confirmada pelo TRE, Cachoeirinha terá o terceiro prefeito cassado desde 2020. Antes de Jussara, os ex-prefeitos Miki Breier (PSB), cassado em 2022, e Cristian Wasem (MDB), cassado posteriormente, também perderam os mandatos. Wasem foi eleito em pleito suplementar após a cassação de Breier, e Jussara venceu a eleição suplementar após o afastamento de Wasem.

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Abstenção elevada

A sequência de instabilidade política pode estar afastando os eleitores. Na eleição suplementar de abril, a abstenção foi de 42,22%: dos 102.143 eleitores aptos, apenas 58.173 votaram. Jussara obteve 22.595 votos (43,39% dos válidos).

Próximos passos

A decisão de primeira instância não produz efeitos imediatos. O TRE deve analisar o recurso até setembro. Caso a cassação seja mantida, uma nova eleição suplementar será convocada. Ainda cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que tem a palavra final.

O que diz a defesa

A defesa de Jussara e Mano divulgou nota lamentando a decisão e afirmando que seguirão trabalhando normalmente. A nota destaca que os vídeos apontados são anteriores ao processo eleitoral e que medidas legais serão tomadas nas instâncias superiores.

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