Fernando Haddad prepara saída do Ministério da Fazenda para disputar governo paulista
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), deve oficializar sua despedida do governo federal na próxima semana, dando início à sua jornada rumo à disputa pelo governo do estado de São Paulo. A transição está programada para ocorrer durante um evento significativo que contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de diversos ministros, marcando um momento crucial na política nacional.
Evento da Caravana Federativa será palco da despedida
Aliados próximos ao ministro relatam que a expectativa é que a despedida aconteça durante a 17ª Caravana Federativa, agendada para os dias 19 e 20 de março na cidade de São Paulo. Este evento, que prevê a participação ativa do presidente Lula e de membros do seu ministério, servirá como um cenário simbólico para a passagem de Haddad da esfera federal para a estadual.
No mesmo dia 19, também está programado um evento em homenagem ao ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, na Universidade Federal do ABC (UFABC), onde a presença de integrantes do governo federal é aguardada, reforçando o clima de transição política.
Costura da pré-campanha já começou nos bastidores
Enquanto o anúncio formal ainda não é feito, nos bastidores políticos a pré-campanha de Haddad já está sendo cuidadosamente costurada. O marqueteiro escolhido para liderar essa empreitada é Otávio Antunes, figura próxima ao ministro e com vasta experiência em campanhas anteriores do petista, garantindo uma estratégia eleitoral sólida e familiar.
A equipe de campanha deve incluir nomes de peso como os deputados federais Jilmar Tatto (PT) e Kiko Celeguim (PT), além do deputado estadual Emídio de Souza (PT), formando um grupo coeso e alinhado com os objetivos de Haddad.
Cenário político paulista em ebulição
O movimento de Haddad ocorre em um contexto de intensa atividade política em São Paulo. Nesta quinta-feira (12), a ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), anunciou sua candidatura ao Senado pelo estado, o que exigirá uma mudança em seu domicílio eleitoral. Há especulações de que ela possa trocar de sigla partidária, migrando para o PSB para fortalecer sua disputa.
A segunda vaga na chapa para o Senado permanece em aberto, com nomes como a ministra Marina Silva (Rede), o ministro Márcio França (PSB) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) sendo cotados para a posição. Paralelamente, a definição do vice na chapa de Haddad para o governo estadual também segue sem resolução, adicionando mais camadas de complexidade ao cenário eleitoral.
Esses desenvolvimentos destacam um período de reconfiguração política significativa, com figuras-chave do governo federal se reposicionando para as eleições estaduais, prometendo uma disputa acirrada e cheia de reviravoltas em São Paulo.
