O governador em exercício do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, realizou uma importante mudança no comando da Procuradoria-Geral do Estado nesta terça-feira (28). Ele exonerou Renan Miguel Saad e nomeou Bruno Teixeira Dubeux para o cargo, que retorna à função que já havia ocupado anteriormente. A decisão foi oficializada em edição extra do Diário Oficial, publicada na noite do mesmo dia.
Retorno de Dubeux e viagem a Brasília
De acordo com informações apuradas pela TV Globo, Bruno Dubeux será nomeado oficialmente na quarta-feira (29) e já viajará com o governador interino para Brasília. O objetivo da viagem é tratar do processo de redistribuição dos royalties do petróleo, tema de grande relevância para o estado.
Dubeux retorna ao cargo que ocupou de 2020 até novembro de 2023, quando foi exonerado para dar lugar a Renan Saad, durante o governo de Cláudio Castro. Na ocasião, uma reportagem do RJ2 revelou que a troca estava relacionada à atuação da procuradoria no processo que cobrava o pagamento de uma dívida bilionária, superior a R$ 8 bilhões, da Refinaria de Manguinhos (Refit) com o estado. Na época, o então governador negou que esse fosse o motivo da substituição.
Ruído entre procuradores e trajetória de Dubeux
A apuração anterior também indicou que a mudança gerou desconforto entre os procuradores. Cláudio Castro enfrentou dificuldades para realizar a substituição, tendo sondado quatro nomes que recusaram assumir o posto. Dubeux, que estava atuando como procurador do estado na área de contencioso em saúde, possui mestrado em Políticas Públicas e Processo, além de formação avançada na Escola de Governo da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos.
Ampla reformulação no governo interino
Além da troca na Procuradoria-Geral, Ricardo Couto também promoveu uma série de exonerações nesta terça-feira. Foram demitidos 174 nomes, incluindo a secretária de Saúde, o chefe de comunicação do governo e até o cozinheiro do Palácio Guanabara. Nos últimos 15 dias, mais de 830 pessoas foram exoneradas, em um movimento que vem sendo chamado de "faxina" no governo interino.



