Pesquisas mostram Flávio Bolsonaro se aproximando de Lula em disputa presidencial acirrada
Flávio Bolsonaro se aproxima de Lula em novas pesquisas eleitorais

Pesquisas eleitorais apontam cenário de polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro

Três importantes institutos de pesquisa — Meio/Ideia, Genial/Quaest e Ipsos-Ipec — divulgaram nesta quarta-feira, 11 de março de 2026, levantamentos que desenham um retrato detalhado da corrida presidencial brasileira, a menos de sete meses das eleições. Os dados revelam um cenário de polarização crescente entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seu principal adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro apresentando crescimento consistente nas intenções de voto.

Empate técnico e crescimento do senador

Segundo a pesquisa Meio/Ideia, Lula teria 47,4% das intenções de voto no embate direto contra Flávio Bolsonaro, que pontuaria 45,3%. Considerando a margem de erro de 2,5 pontos percentuais, o resultado representa um empate técnico entre os dois candidatos. O levantamento mostra um crescimento significativo do senador: nas rodadas anteriores da pesquisa, em janeiro e fevereiro, Flávio Bolsonaro teve 36% e 41,1% das intenções de voto, respectivamente.

O mesmo movimento ascendente é registrado pela Genial/Quaest, que nesta semana mostrou pela primeira vez Lula e Flávio Bolsonaro empatados numericamente na simulação de segundo turno, ambos com 41% das intenções de voto. Desde o fim do ano passado, o pré-candidato do PL subiu cinco pontos percentuais, enquanto o presidente caiu os mesmos cinco pontos, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

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Pouco espaço para terceira via

Os levantamentos indicam que há pouco espaço para uma terceira via na disputa presidencial. Em nenhum dos cenários de primeiro turno testados pelos institutos Meio/Ideia e Genial/Quaest, um candidato além do presidente ou do senador ultrapassa 10% de intenção de votos. Os votos brancos ou nulos somam 4,1% e aqueles que não sabem ou não responderam representam 3,2% na pesquisa Meio/Ideia.

As candidaturas fora da polarização, principalmente as encampadas pelo PSD, mostram pouca viabilidade eleitoral. A legenda promete anunciar quem entre os governadores Ratinho Júnior (Paraná), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ronaldo Caiado (Goiás) vai representá-la no fim deste mês, mas nenhum dos três consegue fazer frente aos principais pré-candidatos. O governador paranaense é o que se sai melhor nos cenários de segundo turno, mas teria dificuldade em chegar até lá, já que nas simulações de primeiro turno está praticamente estacionado em 7% (Genial/Quaest) ou 9% (Meio/Ideia).

Avaliação negativa do governo e rejeições altas

O levantamento do Ipsos-Ipec não testou cenários eleitorais, mas pode dar pistas sobre as variações para baixo do petista e para cima do seu adversário. O instituto mediu a aprovação do governo em nove áreas, e em todas, a avaliação negativa do presidente supera a positiva. Os campos em que a atuação federal se sai pior são:

  • Controle e corte de gastos
  • Combate à inflação
  • Segurança pública

Todas são bandeiras que Flávio Bolsonaro promete encampar, embora ainda não tenha apresentado propostas concretas até o momento.

O principal desafio tanto do senador do PL quanto do presidente da República permanece sendo reduzir as suas rejeições, que continuam altas desde o início da pré-campanha. No levantamento atual da Genial/Quaest, 55% dos entrevistados disseram que não votariam em Flávio Bolsonaro de jeito nenhum, ante 56% de Lula. Esses patamares estão praticamente estáveis desde o início deste ano.

Cenário eleitoral em aberto

Os novos números apontam para uma polarização cada vez mais nítida entre Lula e Flávio Bolsonaro. Com rejeições altas de ambos os candidatos e avaliações negativas do governo em áreas sensíveis, a disputa presidencial segue em aberto e deve permanecer apertada nos próximos meses. A proximidade das intenções de voto entre os dois principais pré-candidatos indica que a eleição de 2026 promete ser uma das mais disputadas da história recente do Brasil.

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Embora o cenário atual mostre uma clara polarização, as pesquisas também revelam que ainda há espaço para mudanças, especialmente considerando que faltam sete meses para as eleições. A capacidade dos candidatos de apresentar propostas concretas e reduzir suas rejeições será determinante para o desfecho final da disputa. Como em qualquer eleição, surpresas nunca são impossíveis, mas os dados atuais apontam para um embate direto entre duas forças políticas bem definidas.