Vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth, deixa PSD e se filia ao MDB
Felício Ramuth deixa PSD e se filia ao MDB em São Paulo

Vice-governador de São Paulo anuncia mudança de partido político

Em um movimento que repercute no cenário político paulista, Felício Ramuth, vice-governador do estado de São Paulo, declarou publicamente neste sábado (28) sua saída do Partido Social Democrático (PSD) e a subsequente filiação ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB). O anúncio foi feito através das redes sociais, onde Ramuth descreveu a transição como "um novo passo" em sua carreira pública, enfatizando que a decisão está em sintonia com o projeto político liderado pelo governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos.

Agradecimentos e justificativas para a mudança partidária

Em sua publicação, o vice-governador expressou gratidão ao PSD, referindo-se ao partido como "a casa que me permitiu servir São Paulo como vice-governador, ao lado do governador Tarcísio de Freitas, em uma gestão marcada por propósito e compromisso com resultados". Ramuth estendeu seus agradecimentos ao presidente do PSD, Gilberto Kassab, reconhecendo o apoio recebido durante seu mandato. A decisão de migrar para o MDB foi motivada por um convite formal da nova legenda, com Ramuth destacando figuras proeminentes como Ricardo Nunes, Baleia Rossi e Michel Temer como influências em sua escolha.

O político afirmou ter "a convicção de que encontrarei um ambiente de diálogo, solidez e espírito público, com objetivo de contribuir com o desenvolvimento de São Paulo e do Brasil". Esta mudança representa mais um capítulo na trajetória partidária de Ramuth, que anteriormente foi filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) por vinte e oito anos antes de se transferir para o PSD há quatro anos, em uma estratégia visando sua candidatura ao Palácio dos Bandeirantes.

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Trajetória política e legado administrativo em São José dos Campos

Antes de assumir o cargo de vice-governador em 2022, Felício Ramuth serviu como prefeito de São José dos Campos, onde completou dois mandatos consecutivos. Sua reeleição em 2020 foi consolidada com uma expressiva votação de 58,21% dos votos válidos, demonstrando forte apoio popular. Durante suas gestões à frente da prefeitura, Ramuth foi responsável por uma série de obras de infraestrutura que marcaram a cidade, incluindo a construção da ponte estaiada, a implementação da Via Cambuí e a conclusão da arena de esportes.

No entanto, sua administração também enfrentou desafios significativos, como problemas na licitação do transporte público e atrasos nas obras da Linha Verde, questões que geraram críticas e debates sobre a eficiência de certos projetos. Esses aspectos contrastam com as realizações positivas, pintando um quadro complexo de seu legado municipal.

A mudança partidária de Ramuth ocorre em um contexto de realinhamentos políticos no estado de São Paulo, onde o MDB busca fortalecer sua base de apoio em colaboração com a gestão de Tarcísio de Freitas. Especialistas apontam que esta movimentação pode influenciar futuras alianças e estratégias eleitorais, especialmente considerando a experiência e o histórico eleitoral do vice-governador. A filiação ao MDB não apenas reforça os laços com figuras nacionais do partido, mas também sinaliza uma possível coordenação mais estreita entre o governo estadual e lideranças municipais e federais.

Enquanto Ramuth se prepara para atuar sob a nova sigla, observadores políticos aguardam os desdobramentos dessa transição, que pode impactar a dinâmica partidária em São Paulo e além. A ênfase em "diálogo e espírito público" sugere uma abordagem focada em consensos, embora os desafios administrativos do passado lembrem que a gestão prática exigirá atenção contínua a detalhes e eficiência operacional.

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