Estratégia da direita para recolocar Eduardo Bolsonaro no jogo político
Estratégia da direita para recolocar Eduardo Bolsonaro

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) finalmente definiu seu apoio na disputa ao Senado por São Paulo. Após meses de incertezas, ele anunciou que apoiará André do Prado (PL), presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), e será seu suplente. A decisão foi comunicada em vídeo divulgado nesta terça-feira, 5 de maio de 2026.

Uma jogada política calculada

A manobra é vista pelo entorno do PL como uma estratégia para equilibrar a disputa ao Senado, que conta com candidatas fortes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e também para garantir a ressurreição política de Eduardo, que está autoexilado nos Estados Unidos há mais de um ano, alegando perseguição judicial no Brasil.

Eduardo Bolsonaro, que em pesquisas internas do PL aparece com um recall de cerca de 30% do eleitorado, elogiou a “capacidade de articulação e liderança política” de André do Prado. Este, como presidente da Alesp, tem grande influência sobre lideranças políticas em todo o estado, fator que será crucial para a chapa de Tarcísio de Freitas (Republicanos) à reeleição e para o projeto presidenciável de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

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Críticas internas e desafios

Integrantes do PL afirmam que, na prática, André do Prado se tornou um “laranja” de Eduardo. Um correligionário comparou a situação à candidatura de Fernando Haddad em 2018, quando Lula estava preso. Apesar da resistência da ala mais ideológica do partido, a tendência é que o apoio de Eduardo mude o jogo a favor de Prado.

No entanto, o partido enfrenta desafios: mensurar o impacto de Eduardo como suplente nas pesquisas e verificar a viabilidade judicial da candidatura. A cassação de Eduardo na Câmara por faltas pode abrir margem para questionamentos de inelegibilidade.

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