A mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira, 11 de março de 2026, apresenta um cenário desfavorável para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Pela primeira vez desde setembro do ano passado, a desaprovação ultrapassou a aprovação fora da margem de erro, marcando um momento crítico na gestão petista.
Dados alarmantes para o governo
De acordo com o levantamento, 51% dos entrevistados desaprovam o governo de Lula, enquanto apenas 44% aprovam sua gestão. Essa diferença de sete pontos percentuais em desfavor do presidente é a maior registrada desde julho de 2025, quando chegou a dez pontos. Na pesquisa anterior, divulgada em fevereiro, os percentuais eram de 49% de desaprovação e 45% de aprovação, indicando uma piora significativa no intervalo de um mês.
Avaliação negativa em ascensão
A pesquisa também revela que a avaliação negativa do governo cresceu consideravelmente. Atualmente, 43% dos brasileiros consideram a gestão como negativa, um aumento de quatro pontos percentuais em relação ao mês anterior, quando esse índice era de 39%. Em contrapartida, apenas 31% avaliam o governo como positivo, e 25% como regular, com 1% que não soube ou não respondeu.
Contexto histórico e metodologia
Desde setembro de 2025, a aprovação nunca superou a desaprovação, mas ambas as taxas estavam tecnicamente empatadas dentro da margem de erro. Agora, essa situação mudou, com a desaprovação assumindo uma liderança clara. A pesquisa foi contratada pelo banco Genial e realizada pela Quaest, que entrevistou 2.004 eleitores em todo o território nacional entre os dias 6 e 9 de março.
Metodologia rigorosa: O estudo possui uma margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%. O protocolo de registro na Justiça Eleitoral é BR-05809/2026, garantindo transparência e credibilidade aos resultados.
Implicações políticas
Esses números representam um alerta para o governo Lula, que enfrenta desafios crescentes em meio a um cenário econômico e social complexo. A piora na avaliação pode influenciar decisões políticas e estratégias de comunicação nos próximos meses, especialmente com a proximidade de eventos eleitorais e debates públicos.
Analistas políticos destacam que a diferença de sete pontos é um marco significativo, refletindo possíveis insatisfações com medidas recentes ou a percepção geral da população sobre a direção do país. O governo precisará avaliar essas tendências para ajustar suas ações e reconquistar a confiança dos eleitores.



