Desembargador Ricardo Couto desmonta espólio de Cláudio Castro no governo do Rio
Couto exonera aliados de Castro e Flávio Bolsonaro no Rio

Desembargador Ricardo Couto aprofunda desmonte do espólio de Cláudio Castro no governo do Rio

O desembargador Ricardo Couto, atualmente no exercício do governo do Rio de Janeiro, intensificou nesta quarta-feira, 01 de abril de 2026, o processo de desmontagem do espólio político deixado por Cláudio Castro (PL) no Palácio Guanabara. Em mais uma movimentação significativa, Couto exonerou Gutemberg Fonseca, secretário de Defesa do Consumidor, que era um indicado direto do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à presidência da República.

A exoneração de Fonseca foi oficializada através de publicação no Diário Oficial do estado, marcando mais um capítulo na reestruturação administrativa promovida pelo governador interino. Gutemberg Fonseca, que anteriormente atuou como árbitro de futebol, deve agora seguir carreira política como candidato a deputado federal pelo PL nas próximas eleições.

Nomeação de Rogerio da Costa Pimenta e continuidade das mudanças

Para assumir o cargo deixado por Fonseca, foi nomeado Rogerio da Costa Pimenta, que ocupava anteriormente a posição de subscretário na mesma pasta. Pimenta possui um perfil técnico distinto, com doutorado em Ciências da Educação e mestrado em Administração Pública e de Empresas pela Fundação Getulio Vargas (FGV), além de ter ligações com a área esportiva do estado.

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Esta movimentação não é isolada. Na terça-feira, 31 de março, o desembargador Ricardo Couto já havia exonerado outros nomes importantes do primeiro escalão do governo estadual, em um movimento que inicialmente não era esperado pelos observadores políticos. Entre os que deixaram o Palácio Guanabara estão Jair Bittencourt (PL), nomeado por Cláudio Castro pouco antes de sua renúncia para a Secretaria de Governo, e o delegado Edu Guimarães, do Gabinete de Segurança Institucional.

Contexto político complexo e prolongamento da gestão interina

A expectativa inicial era de que o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, permanecesse por um período curto à frente do governo estadual, apenas para garantir a transição após a renúncia de Cláudio Castro. No entanto, o imbróglio judicial que envolve a sucessão de Castro tem esticado sua permanência de forma indeterminada, criando um cenário político instável e repleto de incertezas.

Jair Bittencourt, um dos exonerados, foi alvo de acusações pela oposição na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Parlamentares o acusaram de pressionar colegas para votarem em Douglas Ruas (PL) para a presidência da Casa, sessão que posteriormente foi suspensa pelo próprio Tribunal de Justiça.

As ações do desembargador Ricardo Couto demonstram uma clara intenção de desvincular a administração estadual das influências políticas deixadas por Cláudio Castro, incluindo aquelas ligadas a figuras nacionais como Flávio Bolsonaro. Este processo de limpeza política ocorre em um momento delicado, onde a justiça e a política se entrelaçam de maneira complexa, definindo os rumos do Rio de Janeiro em um período de transição conturbada.

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