Clã Bolsonaro intensifica aproximação com evangélicos para eleições de 2026
Bolsonaro busca apoio evangélico para 2026

A família Bolsonaro iniciou neste domingo, 3 de maio, uma ofensiva coordenada para consolidar o apoio dos evangélicos nas eleições de 2026. O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi recebido pelo pastor Silas Malafaia na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, na Zona Norte do Rio de Janeiro. No mesmo dia, o ex-vereador e pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL-SC), participou de um evento religioso com o pastor e deputado Marco Feliciano (PL-SP) em Balneário Camboriú, litoral catarinense.

Encontro com Silas Malafaia no Rio

Na igreja de Malafaia, Flávio estava acompanhado de outros políticos bolsonaristas: o deputado e líder do PL na Câmara Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), o ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ), o deputado estadual e presidente da Assembleia do Rio Douglas Ruas (PL-RJ), o ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) e o ex-vereador e secretário Alexandre Isquierdo. Durante o culto, o pastor fez uma oração com todos eles ajoelhados diante da multidão. “Eu quero fazer uma oração especial por esses amados. Vou pedir para a igreja ficar de pé. [Vocês, políticos,] podem ajoelhar. Não estão ajoelhando diante de mim, não, estão ajoelhando diante de Deus. Eu só estou aqui no microfone para ministrar uma oração para abençoar a vida deles, a caminhada e a jornada deles”, declarou Malafaia, que também pediu que fiéis em outros estados ou países estendessem as mãos em direção ao telão.

A presença de Flávio foi interpretada como uma tentativa de reaproximação com o pastor, que inicialmente se opôs à sua candidatura presidencial e apoiava o nome do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), com o respaldo da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF). No entanto, nas últimas semanas, Malafaia mudou de posição e passou a defender Flávio na disputa. Nas redes sociais, a oração foi criticada como um palanque político.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Carlos Bolsonaro em Santa Catarina

Carlos, que gerou um racha na direita catarinense ao deixar o cargo de vereador no Rio e mudar seu domicílio eleitoral para Santa Catarina, visando uma vaga no Senado, também buscou a bênção de Marco Feliciano. O pastor, líder da Assembleia de Deus Catedral do Avivamento, discursou durante o congresso Gideões Missionários da Última Hora: “Carlos, se Deus permitir, e eu creio que ele vai, você é pré-candidato ao Senado aqui por Santa Catarina. O povo de Santa Catarina já te abraçou. Eu olho para você e vejo o seu pai. Estou com uma saudade dele… Sei que só vocês podem visitá-lo. Dá um beijo nele por mim. Jair é um amigo, é um irmão. Nós começamos esse movimento juntos lá atrás, lá na Comissão de Direitos Humanos, e nós vimos toda a injustiça que o seu pai sofreu.”

Feliciano continuou: “Quando oramos por um Bolsonaro, oramos por todos os Bolsonaro. O seu pai é um guerreiro, e eu tenho certeza que você, o Flávio, o Renan, o Eduardo, vocês vão dar continuidade, porque a família de vocês foi ungida para isso. Que o estado de Santa Catarina te receba de braços abertos. Todo o engastalho do inferno já caiu por terra. A igreja diz amém?” A multidão respondeu com gritos de “amém”.

Tanto Flávio quanto Carlos são figuras centrais no clã Bolsonaro, mas historicamente tiveram menos inserção no meio evangélico do que Michelle Bolsonaro. A estratégia agora é fortalecer essa base religiosa para as eleições de 2026.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar