Justiça do RJ anula multas ambientais de R$ 16 milhões aplicadas a Neymar Jr. em Mangaratiba
Justiça anula multas de R$ 16 milhões de Neymar Jr. em Mangaratiba

Justiça do Rio de Janeiro anula multas ambientais milionárias contra Neymar Jr.

A Justiça do Rio de Janeiro anulou definitivamente as multas ambientais que somavam R$ 16 milhões aplicadas ao jogador Neymar Jr. pela Prefeitura de Mangaratiba, na Costa Verde Fluminense. A decisão, da Vara Única da Comarca de Mangaratiba, foi assinada pelo juiz Richard Robert Fairclough na sexta-feira, 27 de setembro, e julgou procedente a ação movida pelo atleta contra o município.

O caso do lago artificial na mansão do craque

As penalidades foram aplicadas em 2023, após a transformação de um lago ornamental em uma piscina de luxo na propriedade de Neymar Jr. em Mangaratiba. O município emitiu quatro autos de infração por supostas irregularidades ambientais, alegando falta de licença ambiental para a obra. No entanto, a defesa do jogador sustentou que se tratava apenas de uma reforma em área residencial privada, sem potencial poluidor, e que não havia exigência legal de licenciamento.

Em sua sentença, o magistrado destacou que não ficou comprovado que a obra tivesse causado dano ambiental ou que exigisse licenciamento ambiental prévio, como argumentava a prefeitura. "Não restou demonstrado que a atividade desenvolvida pelo autor tivesse potencial poluidor ou que exigisse licenciamento ambiental prévio", afirmou o juiz na decisão.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Falhas no processo de fiscalização municipal

A sentença também apontou falhas graves no embasamento dos autos de infração, incluindo:

  • Ausência de provas técnicas conclusivas
  • Inexistência de laudos que demonstrassem poluição ambiental
  • Falta de demonstração de dano efetivo ao meio ambiente
  • Base em suposições e imagens de redes sociais, não em vistorias técnicas

O município havia argumentado que o imóvel estaria localizado na zona de amortecimento do Parque Estadual Cunhambebe, o que justificaria sua atuação. Porém, o magistrado entendeu que não houve comprovação de omissão ou insuficiência da atuação do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), órgão estadual responsável pela área.

Histórico do caso e decisões anteriores

Neymar Jr. adquiriu o imóvel em fevereiro de 2023 para morar com a família. Poucos meses depois, uma empresa especializada apresentou proposta para transformar o lago existente em uma piscina privada com paisagismo. A reforma foi concluída em cerca de 10 dias e divulgada nas redes sociais da empresa.

Em 22 de junho de 2023, fiscais da Prefeitura de Mangaratiba interditaram a obra. Dias depois, vieram as multas milionárias. Em 2024, a justiça já havia suspendido a exigibilidade das penalidades através de uma liminar, que agora foi confirmada pela sentença definitiva.

Com a anulação dos autos de infração, o município também foi condenado ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios. A decisão representa uma vitória jurídica significativa para o jogador, que sempre defendeu a legalidade das obras em sua propriedade.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar