Xi diz a Trump que Putin deve se arrepender da guerra na Ucrânia, diz FT
Xi diz a Trump que Putin deve se arrepender da guerra

Xi Jinping afirma que Putin deve se arrepender da invasão da Ucrânia

O presidente da China, Xi Jinping, declarou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o líder russo, Vladimir Putin, deve acabar se arrependendo de ter invadido a Ucrânia. A informação foi divulgada pelo jornal britânico Financial Times nesta terça-feira, 19 de maio de 2026, com base em fontes familiarizadas com a avaliação americana sobre o encontro ocorrido em Pequim na semana passada.

Declaração ocorre às vésperas da visita de Putin a Xi

A declaração surge pouco antes da visita de Putin a Xi, a quem o russo chama de "bom amigo de longa data". Após a reunião bilateral na quinta-feira, 14 de maio, o Ministério das Relações Exteriores da China informou que Trump e Xi "trocaram opiniões sobre importantes questões internacionais e regionais, como a situação no Oriente Médio, a crise na Ucrânia e a península coreana". Pequim não forneceu detalhes sobre o que foi discutido especificamente sobre a guerra, que começou em fevereiro de 2022.

Trump sugeriu união contra o Tribunal Penal Internacional

Na reunião, Trump também teria sugerido que os três países – EUA, China e Rússia – devem unir forças contra o Tribunal Penal Internacional (TPI). Em fevereiro de 2025, um mês após retornar à Casa Branca, o republicano impôs sanções ao TPI, acusando-o de "ações ilegítimas e infundadas" contra os EUA e Israel. Entre os alvos estava a relatora especial da ONU para a Palestina, Francesca Albanese, que acusou empresas americanas de apoiar a "campanha genocida" israelense em Gaza. Trump alegou que o TPI "reivindicou, sem fundamento legítimo, jurisdição e abriu investigações preliminares sobre militares dos EUA e aliados, incluindo Israel, e abusou de seu poder ao emitir mandados de prisão sem fundamento contra o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o ex-ministro da Defesa Yoav Gallant". Ambos são procurados por crimes de guerra, como "fome como método de guerra" e "crimes contra a humanidade de assassinato, perseguição e outros atos desumanos".

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Reunião Xi-Putin deve ser mais amistosa

A expectativa é que o encontro entre Xi e Putin, marcado para terça e quarta-feira (19 e 20 de maio), seja mais cordial que o da semana passada. Os aliados trocaram "cartas de felicitações" no domingo. Na mensagem, segundo a mídia estatal chinesa, Xi afirmou que a cooperação bilateral entre Rússia e China "se aprofundou e se consolidou continuamente". Este ano marca o 30º aniversário da parceria estratégica entre os dois países.

Relações China-Rússia preocupam Ocidente

Os dois líderes se encontraram em mais de 40 ocasiões, estreitando relações que preocupam Estados Unidos e Europa, especialmente desde o início da guerra na Ucrânia. Analistas apontam que o apoio econômico e diplomático chinês a Moscou contribui para a perpetuação do conflito. Um artigo publicado no jornal Global Times, do Partido Comunista Chinês, afirmou que as visitas consecutivas dos presidentes americano e russo mostram que Pequim está "emergindo rapidamente como o ponto focal da diplomacia global". O texto destacou que é "extremamente raro, na era pós-Guerra Fria, um país receber os líderes dos EUA e da Rússia consecutivamente, dentro de uma semana".

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