UE libera empréstimo de 90 bilhões de euros para Ucrânia e aprova novas sanções contra Rússia
UE libera 90 bilhões de euros para Ucrânia e aprova sanções

A União Europeia aprovou definitivamente, nesta quinta-feira, 23, um empréstimo de 90 bilhões de euros (cerca de 523 bilhões de reais) para a Ucrânia, além de novas sanções contra a Rússia. As medidas miram o setor bancário russo e as exportações de petróleo.

Fim do impasse

A aprovação ocorreu após a retirada do veto da Hungria e das objeções da Eslováquia. Com isso, a Comissão Europeia poderá liberar a primeira parcela do empréstimo, que havia sido originalmente adotado em dezembro. “O impasse foi rompido”, declarou a chefe da diplomacia da UE, Kaja Kallas, em sua conta no X (antigo Twitter). “A economia de guerra da Rússia está sob crescente pressão, enquanto a Ucrânia tem apoio fundamental”, acrescentou.

Reação de Zelensky

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que viajou ao Chipre para participar da cúpula da UE nesta quinta-feira, elogiou o avanço e manifestou esperança de que os primeiros desembolsos ocorram “entre o final de maio e o início de junho”.

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Contexto do acordo

Hungria e Eslováquia deram sinal verde à aprovação depois que a Ucrânia retomou, na quarta-feira, o bombeamento de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba para a Europa. O oleoduto havia sido danificado em janeiro devido a um ataque russo, o que interrompeu o fornecimento de petróleo para os dois países. O primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, derrotado nas eleições legislativas de 12 de abril, acusava a Ucrânia de adiar os reparos e, como retaliação, bloqueava o empréstimo europeu. A Eslováquia, altamente dependente do petróleo russo, também ameaçava impedir a aprovação do próximo pacote de sanções contra a Rússia.

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