O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a levantar a possibilidade de um país se tornar o 51º estado norte-americano. Desta vez, o alvo foi a Venezuela. Segundo o correspondente da Fox News John Roberts, Trump estaria "considerando seriamente" a ideia. "A Venezuela ama Trump", teria dito o republicano, de acordo com a emissora.
Reservas de petróleo como atrativo
Ainda segundo a Fox News, Trump teria mencionado as reservas de petróleo venezuelanas, avaliadas em US$ 40 trilhões, como o principal motivo para a proposta. Desde a captura do ditador Nicolás Maduro, em janeiro deste ano, funcionários da Casa Branca têm viajado frequentemente entre Washington e Caracas para negociar acordos com empresas americanas dos setores de energia e mineração, além de estreitar laços com a presidente interina Delcy Rodríguez.
Declarações de Trump sobre a Venezuela
Em entrevista exibida em 10 de maio ao programa Full Measure, da jornalista Sharyl Attkisson, Trump afirmou: "A Venezuela é um país muito feliz neste momento. Eles estavam infelizes. Agora estão felizes. Está sendo bem administrado." Ele também destacou a produção de petróleo: "A quantidade de petróleo que está sendo extraída é enorme, a maior em muitos anos. E as grandes companhias petrolíferas estão usando as plataformas mais enormes e bonitas que você já viu."
Expansionismo de Trump: outros alvos
Desde que retornou à Casa Branca, Trump já fez diversas declarações expansionistas. O Canadá foi um dos primeiros a receber a "oferta". Em maio de 2025, ele afirmou que os canadenses poderiam ter acesso gratuito ao sistema antimíssil "Domo de Ouro", mas sob a condição de se tornarem o 51º estado. Caso contrário, teriam que pagar US$ 61 bilhões (cerca de R$ 345 bilhões) para aderir ao sistema.
Trump também pressionou a Otan a apoiar seus planos de anexação da Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca. Em uma publicação, ele disse que a ilha é "vital" para a construção do escudo antimíssil: "Os Estados Unidos precisam da Groenlândia para fins de segurança nacional. Ela é vital para o Domo de Ouro que estamos construindo. A Otan deveria liderar o processo para que a conquistemos. Se não o fizermos, Rússia ou China o farão — e isso não vai acontecer!"
Outro país que entrou na mira de Trump foi Cuba. Em março de 2026, ele afirmou que seria uma "honra" tomar a ilha. A declaração ocorreu em meio a uma forte crise energética em Cuba, que forçou o governo a iniciar negociações com os EUA. Trump já havia endurecido sanções contra Cuba durante seu primeiro mandato, revertendo a política de abertura de Barack Obama.



