O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta terça-feira, 12, em sua rede social Truth Social, um mapa que retrata a Venezuela como o 51º estado americano. A publicação ocorre um dia após a líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, rejeitar publicamente qualquer possibilidade de anexação. A imagem também foi compartilhada pelo perfil oficial da Casa Branca no X.
Antecedentes das ambições territoriais de Trump
Não é a primeira vez que Trump faz esse tipo de referência. Conhecido por suas declarações sobre expansão territorial, ele já ameaçou anexar a Groenlândia e brincou sobre o Canadá se tornar o 51º estado. Em março, após a vitória da seleção venezuelana na Copa do Mundo de beisebol contra os Estados Unidos, ele já havia feito uma postagem semelhante.
Resposta de Delcy Rodríguez
Na segunda-feira, 11, durante uma audiência na Corte Internacional de Justiça (CIJ) sobre a disputa entre Venezuela e Guiana pelo território de Essequibo, Delcy Rodríguez afirmou que a ideia de seu país se tornar parte dos Estados Unidos jamais seria considerada. "Continuaremos defendendo a nossa integridade, soberania e independência. Nossa história é de homens e mulheres que deram suas vidas para nos tornar não uma colônia, mas um país livre", declarou.
Aproximação entre Washington e Caracas
Após a controversa ordem de captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro, o governo Trump retomou relações com os antigos adversários. O presidente americano reconheceu Delcy Rodríguez como presidente interina, mas a ameaçou com consequências ainda piores que as de Maduro caso não aceitasse as exigências dos EUA. Desde então, Rodríguez iniciou um processo de abertura para empresas americanas nos setores de energia e mineração.
Diversas autoridades do governo Trump visitaram a Venezuela, incluindo o diretor da CIA, John Ratcliffe, e o secretário de Energia, Chris Wright. A embaixada americana em Caracas foi reaberta, e no final do mês passado, um voo comercial dos EUA pousou no país pela primeira vez em mais de sete anos.
Líderes empresariais comemoraram o início de uma nova era nas relações comerciais, destacando que a Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo. No entanto, ativistas pró-democracia criticaram a decisão de Trump de apoiar Rodríguez e marginalizar a líder da oposição exilada, María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025.



