Trump publica mapa com Venezuela como 51º estado dos EUA
Trump posta mapa da Venezuela como 51º estado

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou nesta terça-feira (12) uma imagem em sua rede social Truth Social que retrata a Venezuela como o 51º estado norte-americano. A postagem ocorre um dia após Trump sugerir que o país latino-americano poderia se integrar aos EUA, segundo o correspondente da Fox News John Roberts, que afirmou que o presidente estaria "considerando seriamente" a possibilidade.

Declarações de Trump sobre a Venezuela

De acordo com a Fox News, Trump teria dito que "a Venezuela ama Trump" e citou as reservas de petróleo venezuelanas, avaliadas em US$ 40 trilhões, como principal motivo por trás da ideia. Desde a captura do ditador Nicolás Maduro em janeiro, integrantes da Casa Branca têm viajado frequentemente entre Washington e Caracas para negociar acordos com empresas americanas dos setores de energia e mineração. Paralelamente, os norte-americanos buscam estreitar laços com a presidente interina Delcy Rodríguez.

Em entrevista exibida em 10 de maio ao programa Full Measure, Trump afirmou: "A Venezuela é um país muito feliz neste momento. Eles estavam infelizes. Agora estão felizes. Está sendo bem administrado. A quantidade de petróleo que está sendo extraída é enorme, a maior em muitos anos. E as grandes companhias petrolíferas estão usando as plataformas mais enormes e bonitas que você já viu."

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Resposta da presidente interina

Após as falas de Trump, a presidente Delcy Rodríguez declarou que a Venezuela nunca considerou se tornar o 51º estado dos EUA. "E continuaremos defendendo a nossa integridade, soberania e independência. Nossa história é uma história gloriosa de homens e mulheres que deram suas vidas para nos tornar não uma colônia, mas um país livre", afirmou.

Contexto expansionista de Trump

Desde que retornou à Casa Branca, Trump tem feito declarações expansionistas envolvendo territórios estrangeiros. O Canadá foi um dos primeiros alvos. Em maio do ano passado, o republicano afirmou que o país poderia ter acesso gratuito ao sistema antimíssil "Domo de Ouro" sob a condição de tornar-se o 51º estado norte-americano. Caso permanecesse independente, o Canadá teria de pagar US$ 61 bilhões (R$ 345 bilhões) para aderir ao sistema.

Trump também pressionou a Otan a apoiar planos de anexação da Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca. Em uma publicação, afirmou que a ilha é "vital" para o escudo antimíssil. "Os Estados Unidos precisam da Groenlândia para fins de segurança nacional. Ela é vital para o Domo de Ouro que estamos construindo. A Otan deveria liderar o processo para que a conquistemos. Se não o fizermos, Rússia ou China o farão — e isso não vai acontecer!", escreveu.

Outro país citado por Trump foi Cuba. Em março, o presidente afirmou que seria uma "honra" "tomar Cuba". A declaração ocorreu em meio à pressão dos EUA sobre a ilha, que enfrentava uma crise energética. Diante desse cenário, o governo cubano iniciou negociações com Washington. Cuba já estava na mira de Trump desde seu primeiro mandato, entre 2017 e 2021, quando reverteu a política de abertura de Barack Obama e endureceu sanções contra o país.

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