Trump deixa China com acordos 'fantásticos', mas sem avanços concretos
Trump deixa China com acordos 'fantásticos', mas sem avanços

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deixou a China nesta sexta-feira, 15, após uma visita de dois dias marcada por pompa e discursos amistosos, mas com poucos resultados concretos em questões comerciais e geopolíticas. Apesar de afirmar que fechou acordos 'fantásticos' com o presidente chinês, Xi Jinping, a realidade é que as negociações não avançaram significativamente em temas como a guerra no Irã e o status de Taiwan.

Acordos comerciais: promessas e expectativas

Trump declarou à imprensa que os acordos firmados são 'ótimos para os dois países', mencionando setores como agricultura, aviação e inteligência artificial. No entanto, não forneceu detalhes específicos. Em entrevista à Fox News, o presidente americano afirmou que Xi concordou com a compra de '200 grandes' aviões da Boeing, mas as ações da empresa caíram após o anúncio, indicando que o mercado esperava um volume maior. Além disso, a China demonstrou interesse em adquirir petróleo e soja dos EUA, produtos que foram fortemente taxados durante a guerra comercial iniciada por Trump em 2025.

Irã e Estreito de Ormuz

Outro ponto abordado foi o conflito no Oriente Médio. Trump afirmou que Xi garantiu que a China não forneceria equipamento militar ao Irã, que mantém o Estreito de Ormuz bloqueado. O líder chinês teria dito que 'gostaria de ver o Estreito de Ormuz aberto' e se ofereceu para ajudar, se possível. O Ministério das Relações Exteriores da China emitiu um comunicado pedindo 'um cessar-fogo abrangente e duradouro' no Oriente Médio e a reabertura das rotas de navegação.

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Taiwan: alerta de conflito

O tema mais espinhoso foi Taiwan. Xi alertou Trump que uma má administração da questão poderia levar a um 'conflito' entre os dois países. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que a política americana sobre Taiwan não mudou e que Pequim levantou o assunto durante as reuniões. Taipé agradeceu a Washington pelo apoio reiterado.

Balanço da visita

Apesar do tom otimista de Trump, analistas apontam que a visita não produziu avanços concretos em questões cruciais. A China não cedeu em relação a Taiwan nem ofereceu ajuda efetiva para desbloquear o Estreito de Ormuz. Os acordos comerciais anunciados ainda dependem de detalhamento e implementação. A visita, no entanto, serviu para retomar o diálogo bilateral de alto nível, interrompido por quase uma década.

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