O surto de ebola na República Democrática do Congo (RDC) já causou 105 mortes, segundo atualização divulgada nesta segunda-feira (18). A Organização Mundial da Saúde (OMS) enviou quase cinco toneladas de suprimentos de saúde para a região afetada.
Suprimentos e medidas de contenção
Fatima Tafida, coordenadora regional da OMS, informou que a maior parte do material consiste em equipamentos de proteção individual, essenciais para evitar a propagação da infecção, especialmente entre profissionais de saúde. A OMS declarou o surto como “emergência de saúde pública de interesse internacional” devido ao risco de disseminação para países vizinhos, mas ressaltou que não se trata de uma pandemia, como a Covid-19.
Casos entre americanos
Pelo menos seis cidadãos americanos foram expostos ao vírus. Um deles, um médico voluntário no Congo, testou positivo. O governo dos Estados Unidos anunciou “medidas reforçadas de triagem de viajantes, restrições de entrada e ações de saúde pública” para impedir a entrada do ebola no país.
Variante de alta letalidade
O vírus identificado é da variante Bundibugyo, que apresenta alta letalidade, com taxa de mortalidade de 30%. Não há vacina ou tratamento específico para essa cepa. O ebola é transmitido por contato direto com fluidos corporais de infectados, como sangue, suor e saliva.
Sintomas e desafios
Os primeiros sintomas incluem febre alta, dores musculares, cansaço extremo e dor de garganta. Em casos graves, podem ocorrer vômito, diarreia e hemorragias internas e externas. A propagação do vírus é agravada pela guerra civil na região, que dificulta o controle da doença.



