O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, negou nesta quinta-feira, 15, que tenha se inspirado no ditador venezuelano Nicolás Maduro ao escolher um moletom para sua viagem à China. A polêmica surgiu após uma foto de Rubio usando o conjunto Nike Tech Fleece na cor cinza viralizar nas redes sociais, gerando comparações com Maduro, que usou o mesmo modelo quando foi capturado pelas forças americanas em janeiro.
A origem da controvérsia
Na terça-feira, 12, o diretor de comunicação da Casa Branca, Steven Cheung, publicou uma imagem de Rubio a bordo do Air Force One, vestindo o conjunto esportivo, e escreveu: "O secretário Rubio arrasando com o Nike Tech ‘Venezuela’ no Air Force One!". A postagem rapidamente se tornou viral, acumulando 5,4 milhões de visualizações. A referência ao país sul-americano gerou especulações de que Rubio estaria imitando o visual de Maduro, que foi fotografado algemado no porta-aviões USS Henry Ford usando exatamente o mesmo modelo.
A resposta de Rubio
Em entrevista à emissora americana NBC News, Rubio rejeitou veementemente a acusação. "Sabe de uma coisa? Ele (Maduro) me copiou porque eu já tinha antes. Quer dizer, eu não sei quando ele comprou o dele", afirmou o secretário, filho de imigrantes cubanos e conhecido crítico da esquerda na América Latina. "A conclusão é que é um conjunto esportivo, que é confortável. Não havia nenhuma mensagem. Eu nem sabia que ele estava tirando a foto", acrescentou.
O conjunto Nike Tech Fleece
O modelo Nike Tech Fleece em cinza, composto por casaco e calça, custa cerca de R$ 1.700. Após a divulgação das imagens de Maduro, o produto esgotou em várias lojas e chegou ao topo das pesquisas no Google, demonstrando o poder de viralização associado à figura do ditador.
A queda de Maduro
De acordo com a emissora CNN, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados por militares americanos na madrugada de sábado, 3 de janeiro, enquanto estavam em uma residência no complexo militar do Forte Tiuana. O presidente Donald Trump, em entrevista à Fox News, afirmou ter assistido ao vivo à operação. Atualmente, ambos estão presos no Brooklyn, em Nova York, e alegam inocência.
Acusações contra Maduro
Em um novo indiciamento divulgado no sábado, promotores de Manhattan acusam Maduro de supervisionar pessoalmente uma rede de tráfico de cocaína patrocinada pelo Estado venezuelano. A acusação inclui parcerias com cartéis mexicanos como Sinaloa e Los Zetas, o grupo paramilitar colombiano FARC e a gangue venezuelana Tren de Aragua. Além de Maduro e sua esposa, são réus o filho do ditador, Nicolás Maduro Guerra, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, e Hector Guerrero Flores, líder do Tren de Aragua.
Segundo o documento, Maduro "se associou a seus cúmplices para usar sua autoridade obtida ilegalmente e as instituições que corroeu para transportar milhares de toneladas de cocaína para os Estados Unidos". A acusação relembra sua trajetória controversa, incluindo o transporte de carregamentos de cocaína sob proteção policial quando era membro da Assembleia Nacional, o fornecimento de passaportes diplomáticos a traficantes e a facilitação de cobertura diplomática para que criminosos mexicanos repatriassem dinheiro do crime para a Venezuela.



