Uma promotora da Suécia solicitou nesta segunda-feira, 25, uma pena de dez anos de prisão para um homem de 62 anos acusado de explorar sexualmente a própria esposa. Segundo a acusação, ele a obrigou a manter relações sexuais pagas com aproximadamente 120 homens ao longo de mais de três anos.
Acusações e pedido de prisão
O homem é acusado de prostituição para obtenção de lucro, estupro, ameaças, controle psicológico e violência contra a vítima. O julgamento ocorre em Härnösand, no norte do país, e tem sido conduzido em grande parte a portas fechadas devido à gravidade dos crimes e à necessidade de proteger a identidade da vítima, que não foi divulgada. A etapa final está prevista para esta terça-feira, 26, quando a defesa apresentará suas alegações.
Declarações da promotoria
A promotora Ida Annerstedt classificou o caso como uma “exploração impiedosa” da vítima e destacou que “os fatos tiveram magnitude considerável, geraram lucros significativos e constituíram uma exploração brutal da denunciante”. A legislação sueca adota um modelo diferente: vender serviços sexuais não é crime, mas pagar por sexo ou lucrar com a exploração da prostituição de terceiros configura infração penal.
Detalhes do caso
De acordo com a acusação, o homem teria criado anúncios na internet oferecendo serviços sexuais, organizado os encontros, supervisionado clientes e pressionado a esposa a realizar atos sexuais online para atrair mais interessados. A investigação também apontou que ele usou ameaças e violência física para controlar a vítima, descrita como uma mulher em “situação de vulnerabilidade”.
As autoridades suecas afirmam que o acusado se aproveitava da dependência química da esposa e teria fornecido drogas a ela. Os crimes ocorreram entre agosto de 2022 e outubro de 2025. Cerca de 120 homens são suspeitos de pagar por serviços sexuais da mulher; pelo menos 26 já foram denunciados, e outros seguem sob investigação.
Defesa e indenização
Preso desde outubro do ano passado, o réu nega as acusações. Sua advogada, Martina Michaelsdotter, afirmou que ele rejeita qualquer alegação de que tenha obrigado a esposa a fazer algo contra a própria vontade. Já a advogada da vítima, Silvia Ingolfsdottir, pediu uma indenização de 1,1 milhão de coroas suecas (cerca de 580 mil reais). “Ele a tratou como um cartão bancário e a vendeu como se fosse uma mercadoria”, declarou à emissora pública sueca SVT.



