Uma nova flotilha com destino à Faixa de Gaza, que partiu da Turquia na semana passada, foi interceptada por navios militares israelenses perto do Chipre, segundo denúncia dos organizadores nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026. O gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou a ação e celebrou o que chamou de frustração de um "plano malicioso".
Detalhes da interceptação
A Flotilha Global Sumud publicou em sua conta no X (antigo Twitter) que "navios militares estão interceptando atualmente nossa frota e o FDI está abordando neste momento o primeiro dos nossos barcos em plena luz do dia". A organização também divulgou vídeos mostrando a aproximação de embarcações militares e a abordagem dos ativistas.
Horas antes, o Ministério das Relações Exteriores de Israel havia advertido que o país "não permitirá qualquer violação do bloqueio naval legal imposto a Gaza", ordenando que os barcos dessem meia-volta. A pasta descreveu a iniciativa como uma "provocação" que "serve ao Hamas" e citou a participação de "dois grupos turcos violentos — Mavi Marmara e IHH, este último designado como organização terrorista".
Terceira tentativa em um ano
Esta é a terceira vez em um ano que ativistas tentam romper o cerco a Gaza, região devastada pela guerra e que enfrenta graves carências desde o início do conflito entre Israel e o Hamas, em outubro de 2023. Na última quinta-feira, 14 de maio, quase 50 barcos zarparam do sudoeste da Turquia como parte da flotilha.
As autoridades israelenses rejeitam as acusações de escassez de ajuda humanitária e insistem que Gaza está "inundada" de insumos. No final do mês passado, as forças de Israel interceptaram uma flotilha anterior em águas internacionais, na costa da Grécia. A maioria dos ativistas foi liberada rapidamente em Creta, mas dois foram detidos: o brasileiro Thiago Ávila e Saif Abu Keshek, de origem palestina e nacionalidade espanhola, que foram levados a Israel. Após vários dias de detenção e interrogatórios, eles foram expulsos em 10 de maio.
Várias organizações não governamentais denunciaram as "detenções ilegais" e afirmaram que os dois sofreram maus-tratos durante o encarceramento. As autoridades israelenses rejeitaram as acusações, mas não abriram processo contra os ativistas.



