Irã retoma produção militar durante cessar-fogo com EUA, alerta inteligência
Irã retoma produção militar; inteligência dos EUA alerta

O Irã reiniciou parte de sua produção militar durante o cessar-fogo iniciado em abril com os Estados Unidos, conforme revelaram fontes da inteligência americana à CNN. As Forças Armadas iranianas estão se reconstituindo em ritmo mais acelerado do que as estimativas iniciais previam, representando uma ameaça renovada na região.

Reconstrução acelerada

Segundo as fontes, o Irã já retomou parte da fabricação de drones, recuperando-se dos ataques conjuntos realizados por EUA e Israel. A reconstrução inclui a substituição de locais de mísseis, lançadores e a produção de sistemas de armas essenciais que foram destruídos durante o conflito atual. Essa situação é uma preocupação particular para os aliados do presidente Donald Trump, especialmente no Golfo.

Papel da China

O Irã estaria recebendo ajuda da China para sua reconstrução militar. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou à emissora americana CBS que a China está fornecendo "componentes para fabricação de mísseis" ao Irã. No entanto, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Guo Jiakun, negou a alegação durante uma entrevista coletiva.

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Ameaça ao Estreito de Hormuz

Apesar dos danos sofridos, o Irã mantém capacidade de produzir mísseis balísticos. Segundo as fontes, a reconstrução balística não começa do zero, e milhares de drones iranianos ainda existem. A existência desses mísseis pode ameaçar o Estreito de Hormuz, uma rota marítima estratégica. Nesta quarta-feira, o Irã divulgou um mapa de "zona marítima controlada" no estreito, com o objetivo de estender o monitoramento das Forças Armadas iranianas sobre a passagem de navios na região. O país bloqueou quase todo o tráfego marítimo desde o início do conflito com americanos e israelenses, em fevereiro.

Posição de Trump

Donald Trump afirmou que o Irã pode sofrer consequências caso as negociações para o fim da guerra fracassem. Durante uma entrevista nesta semana, Trump disse que os EUA podem atacar o Irã para forçá-lo a fechar um acordo. A proposta mais recente de paz enviada pelo governo iraniano foi recusada pelo republicano.

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