O Irã afirmou nesta segunda-feira, 11, que, em resposta à última proposta dos Estados Unidos, pediu o fim da guerra em toda a região e a liberação de seus ativos congelados no exterior. A República Islâmica também classificou o plano como “legítimo e generoso”, de acordo com a agência de notícias Reuters, após mais uma rejeição do governo de Donald Trump gerar ainda mais incerteza nas tratativas de paz.
Exigências iranianas
“Não exigimos nenhuma concessão. Exigimos apenas os direitos legítimos do Irã”, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei, em uma entrevista coletiva. Baghaei destacou ainda que as exigências do Irã incluíam “o fim da guerra na região”, o fim do bloqueio naval dos Estados Unidos no Estreito de Ormuz e a “liberação dos ativos pertencentes ao povo iraniano, que há anos permanecem injustamente bloqueados em bancos estrangeiros”.
“Nosso pedido é legítimo: exigir o fim da guerra, o levantamento do bloqueio e da pirataria (dos EUA no canal) e a liberação dos ativos iranianos que foram injustamente congelados em bancos devido à pressão americana”, afirmou ele, criticando o que chamou de exigências “irracionais e unilaterais” dos EUA.
Reação de Trump e Netanyahu
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por sua vez, classificou no domingo como “inaceitáveis” as condições do Irã para encerrar a guerra no Oriente Médio. “Acabei de ler a resposta dos chamados ‘representantes’ do Irã. Não gosto. TOTALMENTE INACEITÁVEL”, escreveu o republicano em sua rede, a Truth Social.
Já o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, insistiu que a guerra não terminará até que as instalações nucleares do Irã sejam destruídas. “Ainda não terminou, porque ainda resta material nuclear — urânio enriquecido — que precisa ser retirado do Irã”, declarou ele em entrevista ao canal americano CBS.
Impactos do impasse
O impasse aumenta a probabilidade de que o conflito continue após semanas de negociações. Em meio às incertezas, os mercados de energia registraram uma alta nos preços do petróleo do tipo Brent, referência internacional, que se aproximaram de US$ 100 por barril. Enquanto isso, os ataques com drones aumentam no Golfo Pérsico. No domingo, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Catar denunciaram terem sido alvo de disparos.
Em uma publicação nas redes sociais, o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano advertiu que, “a partir de hoje, acaba a nossa moderação”. “Qualquer ataque contra nossos navios provocará uma resposta iraniana forte e decisiva contra os navios e as bases americanas”, afirmou Ebrahim Rezai.



