Irã adverte EUA: confronto pelo Estreito de Ormuz 'ainda nem começou'
Irã adverte EUA sobre confronto no Estreito de Ormuz

O principal negociador do Irã nas conversações com os Estados Unidos, Mohamad Baqer Qalibaf, advertiu nesta terça-feira, 5, que o país 'ainda nem começou' o confronto pelo Estreito de Ormuz. Em uma publicação na rede social X, Qalibaf, que também preside o Parlamento iraniano, declarou: 'Sabemos perfeitamente que a continuidade do status quo é intolerável para os Estados Unidos, enquanto nós ainda nem começamos'.

Ameaças e tensões crescentes

As declarações ocorrem em meio a uma escalada de tensões na região, após o presidente americano Donald Trump ameaçar 'varrer o Irã da face da Terra' caso o país ataque navios dos EUA. Qalibaf ressaltou que as ações dos Estados Unidos e de seus aliados colocaram em risco a segurança da navegação no estreito, vital para o comércio mundial de petróleo e gás, mas garantiu que a 'presença maligna diminuirá'.

Cessar-fogo sob risco

A trégua entre Estados Unidos e Irã, vigente desde 8 de abril, corre sério risco devido aos enfrentamentos desta segunda-feira, 4, em torno do estratégico Estreito de Ormuz e pela retomada dos ataques de Teerã contra os Emirados Árabes Unidos. O recrudescimento da guerra acontece após Trump anunciar uma operação militar para restabelecer a circulação de navios em Ormuz.

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Desde o início do conflito, em 28 de fevereiro, com ataques de Washington e Israel à República Islâmica, Teerã controla essa passagem estratégica por onde circulava um quinto do consumo mundial de petróleo e gás natural liquefeito. Cerca de 20.000 marinheiros estão imobilizados na região, segundo um alto funcionário da agência britânica de segurança marítima UKMTO.

Ataques a instalações civis

Os ataques, os primeiros contra instalações civis em um país do Golfo em mais de um mês, reacenderam os temores dos mercados, com os preços do petróleo disparando. A instalação petrolífera de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, foi atacada por um drone que provocou um incêndio, ferindo moderadamente três cidadãos indianos. Os Emirados também anunciaram que foram alvo de quatro mísseis de cruzeiro 'lançados do Irã', dos quais três foram interceptados e um caiu no mar. Um navio-petroleiro da empresa estatal Adnoc também foi atacado por dois drones iranianos.

O país árabe denunciou 'uma escalada perigosa' e afirmou que tem o direito de responder. As informações são da AFP.

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