Santos inicia segunda avaliação de infestação do Aedes aegypti em 2026
Santos inicia 2ª avaliação de infestação do Aedes aegypti

A cidade de Santos, localizada no litoral de São Paulo, deu início à segunda edição da Avaliação de Densidade Larvária (ADL) de 2026. A iniciativa, conduzida pelo Centro de Controle de Zoonoses e Vetor (CCZV), segue até o dia 20 de maio, abrangendo diversos bairros do município. Durante este período, agentes especializados no combate a endemias realizarão vistorias em aproximadamente 600 imóveis, com o objetivo de coletar amostras e identificar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, chikungunya e zika.

O que é a Avaliação de Densidade Larvária?

A ADL consiste em uma ferramenta essencial para mensurar o nível de infestação do mosquito na região e apontar as áreas que apresentam maior risco de transmissão. As amostras coletadas durante as vistorias são encaminhadas para análise laboratorial, onde se verifica a presença de larvas do Aedes aegypti. Com base nos resultados, é calculado o Índice de Breteau, que indica a quantidade de recipientes com larvas a cada cem imóveis vistoriados. Segundo a prefeitura, o levantamento é realizado neste período seguindo orientações do Ministério da Saúde, que recomenda a análise após o pico de transmissão da dengue.

Cenário epidemiológico e ações de combate

De acordo com a administração municipal, Santos registra, em 2026, uma queda expressiva no número de casos da doença em comparação com o ano anterior. Nos mutirões realizados até o momento, já foram eliminados mais de 1,1 mil focos com larvas do mosquito. No entanto, foram registradas mais de mil recusas de entrada de agentes em imóveis, o que dificulta o trabalho de prevenção. Atualmente, o município contabiliza 347 casos de dengue e nove de chikungunya.

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A prefeitura mantém a vacinação contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, disponível nas policlínicas de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h. Além disso, a cidade segue com ações contínuas de combate ao mosquito, incluindo vistorias, atividades educativas, monitoramento epidemiológico e mutirões em diferentes bairros.

As autoridades reforçam a importância da colaboração da população para evitar a proliferação do Aedes aegypti, eliminando recipientes que possam acumular água parada, como vasos de plantas, pneus e garrafas. A participação de todos é fundamental para reduzir os riscos de surtos e proteger a saúde pública.

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