Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (23) que bloquearam a passagem e redirecionaram 33 navios comerciais desde o início do bloqueio naval ao Irã, de acordo com o Comando Central do Exército norte-americano. A medida, que começou no dia 13 de abril, tem como objetivo pressionar a economia iraniana e forçar o regime de Teerã a retomar as negociações, em meio ao cessar-fogo na guerra entre os dois países.
Operação no Estreito de Ormuz
Para efetivar o bloqueio, os EUA posicionaram mais 17 navios de guerra, incluindo destróieres e porta-aviões, no Golfo de Omã e no Mar Arábico, a sudeste do Estreito de Ormuz. O estreito em si está fechado pela Guarda Revolucionária iraniana desde o final de fevereiro. Além disso, os norte-americanos também bloquearam os portos e a costa do Irã.
Desde o início da operação, os militares dos EUA apreenderam e embarcaram tropas em alguns navios, enquanto outros foram obrigados a dar meia-volta após avisos via rádio. A ação visa interromper o fluxo de comércio marítimo para o Irã, como parte de uma estratégia de pressão econômica.
Contexto do conflito
O bloqueio ocorre em um momento de tensão elevada entre as duas nações. O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou que a Marinha ataque barcos que estejam colocando minas em Ormuz, em uma demonstração de força. O Irã, por sua vez, afirmou que o cessar-fogo só continuará se os EUA cancelarem o bloqueio naval.
A decisão de bloquear o Estreito de Ormuz representa uma mudança significativa na postura de Trump, que anteriormente defendia a abertura da via. Especialistas apontam que a medida pode escalar ainda mais o conflito na região, afetando o comércio global de petróleo.



