Brasileira desaparecida na Inglaterra: cronologia completa dos fatos
Brasileira desaparecida na Inglaterra: cronologia

A Polícia de Essex, na Inglaterra, divulgou nesta terça-feira (5) novas informações sobre o desaparecimento da psicóloga brasileira Vitória Figueiredo Barreto, natural do Ceará. O caso completou dois meses no último domingo (3), e a corporação não emitia comunicados oficiais há mais de um mês. A cearense fez o último contato com familiares e amigos no dia 3 de março e permanece desaparecida.

Investigação em andamento

As buscas físicas pela brasileira foram encerradas no dia 20 de março. Desde então, a investigação concentrou-se na coleta de informações e novas evidências. A polícia britânica afirmou que o foco principal é localizar Vitória e esclarecer as circunstâncias do sumiço.

“Quero que a família dela saiba que nossa determinação não diminuiu”, declarou Anna Granger, chefe da investigação, em tradução do inglês. Ela complementou: “Apesar de um trabalho significativo já ter sido realizado, a passagem do tempo não reduz a importância de novas informações que ainda podem surgir”. A superintendente também pediu que moradores, especialmente das regiões de Bradwell e Brightlingsea, fiquem atentos a galpões, garagens e anexos de suas propriedades. “Até o menor detalhe pode ser relevante”, reforçou.

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Dois meses de desaparecimento

No início de abril, a mãe de Vitória, Gleyz Barreto, que estava no Reino Unido acompanhando as investigações, retornou ao Brasil. O namorado da psicóloga, que permaneceu na Inglaterra por mais tempo, também já voltou ao país. A polícia informou à família que parte dos dados bancários de Vitória foi acessada, mas não trouxe novas pistas sobre seu paradeiro.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Liliane Silva, professora que hospedava Vitória na Inglaterra, relatou que a última movimentação bancária registrada foi no dia do desaparecimento, 3 de março, quando ela pagou por um café e uma passagem de ônibus.

Na última semana, amigos e familiares divulgaram um perfil nas redes sociais criado pela comunidade de Brightlingsea, cidade onde a psicóloga esteve após sair da Universidade de Essex. Nesse perfil, foi anunciado que uma petição virtual será lançada para pressionar o Parlamento do Reino Unido a garantir que a polícia tenha acesso total às informações bancárias de Vitória. A expectativa é que o caso seja tratado como urgente, acelerando trâmites que poderiam levar semanas ou meses.

A principal hipótese da Polícia de Essex, conforme Liliane, é que Vitória esteja em terra firme. Uma das possibilidades é que alguém a tenha encontrado em momento de vulnerabilidade e cometido algo contra ela. Uma nova pista surgiu há uma semana, com o depoimento de uma triatleta que acredita ter visto Vitória na região de Bradwell dez dias após o desaparecimento.

O que ocorreu no dia do desaparecimento?

No dia 3 de março, Vitória saiu do campus da Universidade de Essex em Colchester, a cerca de 90 quilômetros de Londres, e foi vista pegando um ônibus até Brightlingsea. Os últimos passos confirmados são de uma filmagem dela próxima à marina de Brightlingsea, na madrugada de 4 de março. Uma das hipóteses é que ela tenha levado uma embarcação encontrada à deriva no dia seguinte, perto da costa de Bradwell-On-Sea.

No comunicado de 1º de abril, a polícia divulgou novas imagens de câmeras de segurança na região portuária de Brightlingsea. As gravações indicam que a pessoa flagrada é Vitória, em dois momentos: por volta das 14h35 de 3 de março, atravessando uma área de fazenda em Hurst Green; e às 0h22 de 4 de março, em uma área industrial próxima a Copperas Road, no estaleiro de Brightlingsea — esta é a última imagem conhecida dela.

O g1 preparou uma linha do tempo com informações divulgadas pela Polícia de Essex durante as buscas.

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