Ativistas da Freedom Flotilla chegam à Turquia com hematomas e fraturas
Ativistas da Freedom Flotilla chegam à Turquia com hematomas

Alguns dos membros da flotilha interceptada por Israel desde segunda-feira estão chegando à Turquia com inúmeros hematomas e marcas de agressão que a organização da Freedom Flotilla alega serem provas da tortura que sofreram em Tel Aviv. As marcas têm formas que se assemelham a círculos e cilindros, aparentando ter sido feitas por bastões ou cassetetes. À sua volta, criou-se uma marca azul e roxa.

Hematomas evidentes

Nas costas de um dos ativistas da flotilha há, pelo menos, dez hematomas deste gênero – são apenas aqueles que é possível ver nas imagens compartilhadas pela Freedom Flotilla. Em outra fotografia há, de novo, uma marca circular, e um hematoma roxo que preenche quase a totalidade da parte superior de um braço. Outro homem tem a coxa completamente roxa. Na testa, parece ter um corte.

Vídeo e cuidados médicos

A Freedom Flotilla compartilha ainda um vídeo dos ativistas que chegaram à Turquia onde é possível ver vários em macas e cadeiras de rodas, aparentemente dentro de uma unidade de saúde e recebendo cuidados médicos. Pelo menos um dos ativistas teria ficado com fraturas, supostamente, devido às agressões que sofreu às mãos das forças israelenses. É possível ver estas imagens na galeria acima.

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Polêmica com ministro israelense

A polêmica começou quando o ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben-Gvir, surgiu em vídeo perante centenas de ativistas de mãos amarradas atrás das costas e ajoelhados no chão, de cabeça baixa. Ele agitou a bandeira de Israel, dizendo: “Bem-vindos”, em uma clara provocação. No próprio dia em que o vídeo do ministro se tornou viral, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, condenou as ações de Ben-Gvir: “A forma como o ministro Ben Gvir lidou com os ativistas da flotilha não está em consonância com os valores e normas de Israel”.

Intercepção em águas internacionais

As Forças Armadas de Israel realizaram, entre segunda e terça-feira, a intercepção em águas internacionais dos cerca de 50 barcos da flotilha humanitária, que tentavam chegar à Faixa de Gaza com aproximadamente 430 ativistas a bordo.

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