Um ataque a tiros no Centro Islâmico de San Diego, nos Estados Unidos, resultou na morte de três homens na segunda-feira (18). As autoridades investigam o caso como crime de ódio. Antes do ataque, a mãe de um dos atiradores entrou em contato com a polícia para alertar que o filho estava armado e havia fugido de casa.
Alerta da mãe
Duas horas antes do ataque, a mãe de um dos suspeitos, de 17 anos, ligou para a polícia informando que o filho, descrito como suicida, havia saído de casa levando três armas de sua propriedade e o veículo da família. Segundo o chefe de polícia de San Diego, Scott Wahl, a mulher afirmou que o adolescente estava acompanhado por outro jovem e que ambos vestiam roupas camufladas.
A polícia iniciou buscas e, por precaução, enviou patrulhas a um shopping center próximo e à escola do filho. Pouco depois, receberam ligações sobre o tiroteio na mesquita.
O ataque
O ataque ocorreu pouco antes do meio-dia, horário local. Os dois atiradores, de 17 e 19 anos, abriram fogo na entrada do Centro Islâmico. As três vítimas, todos homens adultos, foram encontradas mortas do lado de fora. Entre elas, um segurança que trabalhava no local. O chefe de polícia destacou que o segurança teve papel “fundamental” para evitar um “banho de sangue”.
Centenas de crianças que estavam em uma escola dentro do complexo islâmico foram retiradas em segurança e não ficaram feridas. Cerca de 50 a 100 agentes responderam ao chamado de “atirador ativo” e chegaram em aproximadamente quatro minutos. Nenhum policial disparou tiros.
Os corpos dos dois atiradores foram encontrados dentro de um carro em uma rua próxima. A polícia acredita que eles tiraram a própria vida após o ataque. No veículo, investigadores encontraram um documento com conteúdo “anti-islâmico”, segundo o jornal The New York Times. O FBI participa das investigações.
Reações e contexto
“Jamais vivemos uma tragédia como essa antes”, disse Taha Hassane, imã e diretor do Centro Islâmico de San Diego. “É extremamente revoltante atacar um local de culto.” O ataque ocorreu às vésperas do Eid al-Adha, uma das principais celebrações do islamismo, e da peregrinação anual a Meca.
Comunidades judaicas e muçulmanas nos EUA têm relatado aumento da preocupação com ataques desde o início da guerra envolvendo Israel, Irã e aliados no Oriente Médio.
Investigação em andamento
A polícia também investiga disparos contra um jardineiro a poucos quarteirões do centro, que não ficou ferido, para saber se há ligação com o ataque. As identidades das vítimas não foram divulgadas. O Centro Islâmico de San Diego, localizado no bairro de Clairemont, abriga a maior mesquita do condado e uma escola islâmica.



