Aliado de Trump ataca brasileiras em entrevista a TV italiana
Aliado de Trump ataca brasileiras em entrevista

Declarações polêmicas de enviado especial de Trump geram indignação

Paolo Zampolli, nomeado enviado especial para assuntos globais pelo governo de Donald Trump, causou controvérsia ao fazer declarações misóginas e ofensivas contra mulheres brasileiras durante uma entrevista à emissora italiana RAI. O empresário ítalo-americano, que foi casado por duas décadas com a brasileira Amanda Ungaro, atualmente envolvida em uma disputa judicial por abuso sexual e violência doméstica, não poupou críticas à ex-companheira e ao país.

Insultos e teorias preconceituosas

Na entrevista, Zampolli afirmou que as brasileiras seriam "programadas" para criar problemas, usando a ex-esposa como exemplo. "As mulheres brasileiras causam confusão com todo mundo, certo? Não é que essa foi a primeira", declarou. Quando questionado pelo repórter se seria uma "questão genética" das brasileiras para "extorquir", Zampolli respondeu negativamente, mas reiterou que elas são "programadas para causar confusão".

Em um momento ainda mais agressivo, ao ser perguntado sobre uma amiga da ex-esposa, Zampolli mencionou uma mulher chamada "Lidia" e a classificou como "uma dessas putas brasileiras, essa raça maldita de brasileiras, são todas iguais". Os insultos continuaram enquanto ele acreditava não estar sendo gravado: "Aquela vaca, estávamos juntos, trepava com ela, depois ela também ficou louca".

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Reações e silêncio oficial

Até o momento, nem a Casa Branca nem Paolo Zampolli se pronunciaram oficialmente sobre as declarações. O caso ganhou ainda mais repercussão devido ao histórico de relacionamento conturbado entre Zampolli e Amanda Ungaro, que se conheceram em 2002, em uma boate em Nova York, quando ela tinha 18 anos e ele 32. O casal teve um filho, hoje com 15 anos, cuja guarda é disputada na Justiça dos Estados Unidos.

Acusações de abuso e deportação

Amanda Ungaro acusa o ex-marido de abuso sexual e violência doméstica, alegações que teriam motivado o pedido de divórcio. Segundo o jornal The New York Times, Zampolli teria acionado um alto funcionário do ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega) após saber que a ex estava presa em Miami, acusada de fraude. Amanda foi deportada em outubro de 2025. Zampolli nega qualquer interferência no ICE, afirmando que apenas buscou informações para entender o caso. O serviço de imigração também nega influência política na deportação.

Conexões com Trump e Epstein

Zampolli é conhecido por sua proximidade com Donald Trump e por afirmar que apresentou o então empresário à modelo eslovena Melania Knauss em 1998. O casal frequentou eventos com Trump e Melania. Além disso, Zampolli é citado diversas vezes nos e-mails de Jeffrey Epstein, criminoso sexual condenado que morreu em 2019 em uma prisão em Nova York, em um caso oficialmente tratado como suicídio.

Publicações enigmáticas e tentativa de interferência na Copa

Após a deportação, posts atribuídos a Amanda Ungaro no X (antigo Twitter) mencionaram Melania Trump, embora a brasileira não tenha confirmado a autoria. As publicações foram apagadas e antecederam um pronunciamento em que Melania disse não ser vítima de Epstein. Zampolli também tentou interferir na Copa do Mundo, sugerindo à Fifa a exclusão do Irã para incluir a Itália, que não se classificou. Ele confirmou o pedido ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, justificando que "seria um sonho ver a Itália em um torneio nos EUA".

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