O astro português Cristiano Ronaldo obteve uma importante vitória na Justiça italiana. O Tribunal do Trabalho de Turim manteve uma decisão arbitral que absolve o jogador de devolver cerca de 9,8 milhões de euros (aproximadamente R$ 61 milhões) recebidos durante o período mais crítico da pandemia de Covid-19.
O cerne da disputa salarial
A controvérsia girava em torno do cálculo das remunerações pagas no auge da crise sanitária. A Juventus, clube italiano, defendia que Ronaldo deveria reembolsar o valor, alegando um erro nos cálculos da chamada "manobra dos salários". A tese do time era a de que o atleta teria recebido valores líquidos superiores ao acordado, devendo, portanto, fazer a restituição.
No entanto, tanto o tribunal arbitral quanto a Justiça do Trabalho de Turim entenderam o contrário. A decisão judicial estabelece que a Juventus é obrigada a pagar a Ronaldo o valor bruto dos salários referentes àquele período, e não o líquido, como argumentava a agremiação. Com isso, a pretensão da Juventus de reaver os quase 10 milhões de euros foi rejeitada.
Consequências financeiras e jurídicas para a Juventus
A derrota no processo traz mais do que apenas a obrigação de manter os pagamentos feitos. A corte determinou que a Juventus arque com as despesas legais do processo, sendo condenada a pagar cerca de 50 mil euros em honorários advocatícios.
Apesar da decisão, o caso ainda pode ter novos capítulos. A assessoria do clube italiano informou que avalia com seus advogados a possibilidade de apresentar um recurso, buscando reverter o veredicto em uma instância superior.
Contexto paralelo: Vitor Roque vira alívio no Palmeiras
Em um contexto futebolístico diferente, o atacante Vitor Roque, do Palmeiras, passou por exames médicos que descartaram qualquer lesão. O jogador cumpriu um cronograma individualizado de preparação física no gramado na manhã de segunda-feira, 19 de janeiro de 2026. Embora seja baixa no jogo contra o Novorizontino, marcado para terça-feira, 20 de janeiro, às 20h (horário de Brasília), o diagnóstico negativo para problemas físicos trouxe alívio à equipe paulista.
A decisão envolvendo Cristiano Ronaldo e a Juventus fecha mais um capítulo de uma série de contendas jurídicas que o clube italiano tem enfrentado relacionadas a práticas financeiras e contábeis adotadas nos últimos anos, especialmente durante o período de pandemia.