PSD recorre ao STF contra lei de eleição indireta para governador do Rio de Janeiro
PSD aciona STF contra lei de eleição indireta no Rio

PSD recorre ao Supremo Tribunal Federal contra lei que regulamenta eleição indireta para governador do Rio

O Partido Social Democrático (PSD) protocolou nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra trechos da Lei Complementar que estabelece as regras para a eleição indireta do governador do Rio de Janeiro. A norma foi sancionada horas antes pelo governador Cláudio Castro (PL), após aprovação pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Conteúdo da lei e questionamentos do PSD

A Lei Complementar regulamenta o processo de sucessão no Palácio Guanabara, necessário devido à futura vacância do cargo. O vice-governador Thiago Pampolha (MDB) deixou o cargo no ano passado, enquanto Cláudio Castro renunciará em abril para concorrer a uma vaga no Senado Federal.

A legislação estabelece que:

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram
  • A eleição será convocada pelo governador em exercício em até 48 horas após a saída do cargo.
  • O pleito deverá ser realizado em 30 dias a partir da dupla vacância.
  • Os 70 deputados da Alerj escolherão uma chapa para comandar o estado até o final de 2026.
  • O voto será aberto, reduzindo as chances de dissidências partidárias.
  • Os candidatos terão de deixar postos no Executivo em até 24 horas após a renúncia do governador.

O PSD questiona especificamente a regra de 24 horas para desincompatibilização e a votação aberta. A proposta inicial do deputado Luiz Paulo (PSD) previa um prazo de seis meses, como ocorre nas eleições diretas. Para o partido, a alteração compromete o processo eleitoral e abre espaço para uso indevido do poder político, além de alegar violação de princípios constitucionais.

Contexto político e beneficiados pela lei

A mudança na regra beneficia diversos nomes cotados para assumir o governo fluminense, incluindo:

  1. Nicola Miccione, secretário da Casa Civil e apoiado por Cláudio Castro.
  2. Douglas Ruas, secretário das Cidades e pré-candidato ao governo pelo PL.
  3. André Ceciliano, da Secretaria de Assuntos Federativos e aposta do Partido dos Trabalhadores (PT).

A ação judicial do PSD marca mais um capítulo na disputa política pelo controle do estado do Rio de Janeiro, com o partido buscando invalidar dispositivos que considera prejudiciais ao processo democrático. O desfecho do caso no STF poderá impactar significativamente a transição de poder e as estratégias das forças políticas envolvidas.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar