Deputado do PSOL solicita à PGR investigação e bloqueio de bens de Ibaneis Rocha no escândalo do Banco Master
O deputado distrital Fábio Felix, líder do PSOL na Câmara Legislativa do Distrito Federal, protocolou uma representação junto à Procuradoria-Geral da República, pedindo a abertura de uma investigação formal contra o governador Ibaneis Rocha, do MDB. Além disso, o parlamentar requer o bloqueio de bens do político, em meio às acusações relacionadas ao caso do Banco Master.
Acusações de envolvimento em negociações bilionárias
Conforme revelações do jornal Estadão, o banqueiro Daniel Vorcaro afirmou à Polícia Federal que manteve conversas com Ibaneis Rocha sobre a venda do Banco Master ao Banco de Brasília, o BRB, incluindo encontros na residência do governador. Ibaneis confirmou ter se reunido com Vorcaro, mas negou qualquer discussão sobre a negociação em si.
Essas informações impulsionaram a oposição a protocolar um pedido de impeachment na Câmara Legislativa do Distrito Federal, intensificando a pressão política sobre o governador.
Impactos financeiros e investigações em curso
Além da tentativa de compra do Master, o BRB adquiriu cerca de R$ 12 bilhões em créditos considerados "podres" do banco de Daniel Vorcaro. Essa transação é alvo de uma investigação da Polícia Federal, e o Banco Central já reprovou a venda do Master para o BRB, decretando ainda a liquidação extrajudicial do Master.
Em sua representação, Fábio Felix argumenta que Ibaneis Rocha cometeu três crimes específicos relacionados à atuação na compra do Master e das carteiras pelo BRB:
- Participação em gestão temerária ou fraudulenta.
- Indução ou manutenção em erro de repartição pública, com sonegação ou apresentação de informações falsas a órgãos de controle.
- Advocacia administrativa.
Justificativa do pedido e reação do governador
O deputado justificou seu pedido com uma declaração contundente: "Ibaneis enfiou o BRB num lamaçal de proporções bilionárias. O justo é que pague a conta". Procurado para comentar, Ibaneis Rocha não se manifestou sobre as acusações, mantendo silêncio diante da escalada do caso.
Este movimento político ocorre em um contexto de crescente escrutínio sobre as operações financeiras envolvendo instituições públicas e figuras de alto escalão, destacando a importância da transparência e da responsabilização na gestão de recursos estatais.