Câmara aprova PEC da Segurança Pública em dois turnos com ampla maioria
Câmara aprova PEC da Segurança Pública com ampla maioria

Câmara dos Deputados aprova PEC da Segurança Pública em votação histórica

A Câmara dos Deputados concluiu nesta quinta-feira, 5, a aprovação do novo texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, após votação em dois turnos no plenário. A medida, que busca alterar dispositivos constitucionais relacionados à segurança, foi aprovada com ampla maioria, mas gerou controvérsias e ajustes significativos durante o processo legislativo.

Resultados detalhados da votação

No primeiro turno, a PEC recebeu 487 votos a favor e apenas 15 contra, com 10 deputados ausentes e uma abstenção. Já no segundo turno, os números foram de 461 votos favoráveis e 14 contrários, consolidando a aprovação com margem expressiva.

Como votaram os partidos e deputados

A oposição concentrou-se principalmente no PSOL, cujos 11 deputados votaram contra a proposta no primeiro turno. A Rede registrou dois votos contrários, e o União Brasil, um. Entre os deputados que se posicionaram contra estão:

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  • Capitão Augusto (PL-SP)
  • Célia Xakriabá (PSOL-MG)
  • Chico Alencar (PSOL-RJ)
  • Erika Hilton (PSOL-SP)
  • Fernanda Melchionna (PSOL-RS)
  • Heloisa Helena (Rede-RJ)
  • Ivan Valente (PSOL-SP)
  • Luciano Bivar (União-PE)
  • Luiza Erundina (PSOL-SP)
  • Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ)
  • Professora Luciene Cavalcante (PSOL-SP)
  • Sâmia Bomfim (PSOL-SP)
  • Talíria Petrone (PSOL-RJ)
  • Tarcísio Motta (PSOL-RJ)
  • Túlio Gadêlha (Rede-PE)

A única abstenção foi da deputada Luizianne Lins (PT-CE), que optou por não se posicionar a favor ou contra.

Maioridade penal fica de fora da proposta

Um dos pontos mais polêmicos da PEC, a redução da maioridade penal, foi retirada do texto final para evitar que toda a proposta fosse rejeitada no Senado Federal. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), decidiu levar o texto diretamente ao plenário, sem votação prévia na comissão especial, e argumentou que a inclusão do dispositivo poderia comprometer a aprovação no Senado.

O relator, Mendonça Filho (União-PE), cedeu ao pedido de partidos da base governista e de Motta, reconhecendo que, embora a redução da maioridade penal tivesse chances de aprovação na Câmara, ela poderia "morrer no Senado Federal". Mendonça afirmou ter convicção de que a medida seria aprovada na Câmara, mesmo com críticas ferrenhas da esquerda, mas optou por priorizar a viabilidade da PEC como um todo.

Estratégia política e próximos passos

A decisão de retirar a redução da maioridade penal reflete uma estratégia política cuidadosa para garantir que a PEC da Segurança Pública avance no Congresso Nacional. Motta destacou que o referendo sobre a maioridade penal será tratado em uma matéria separada, permitindo que a PEC atual foque em outros aspectos da segurança pública sem o risco de bloqueio no Senado.

Com a aprovação na Câmara, a PEC segue agora para análise e votação no Senado, onde os debates devem continuar intensos, especialmente sobre os dispositivos restantes e a possível reintrodução de temas como a maioridade penal em futuras propostas.

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