Zelensky acusa Putin de ter iniciado a 'Terceira Guerra Mundial' em entrevista à BBC
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, fez uma declaração impactante em entrevista à rede pública britânica BBC, afirmando que o presidente russo, Vladimir Putin, já deu início à chamada 'Terceira Guerra Mundial'. A entrevista, divulgada nesta segunda-feira, revela a posição firme do líder ucraniano diante do conflito que completa quatro anos de campanha militar em grande escala.
Defesa de pressões militares e econômicas
Zelensky defendeu a necessidade de pressões militares e econômicas para obrigar a Rússia a retirar suas forças do território ucraniano. 'Penso que Putin já começou (a 'Terceira Guerra Mundial'). A questão é quanto território vai conseguir conquistar e como impedi-lo', declarou o presidente.
Ele acrescentou que a Rússia busca impor um modo de vida diferente ao mundo, alterando a vida que as pessoas escolheram livremente. Essa visão reforça a narrativa de que o conflito transcende as fronteiras ucranianas, representando uma ameaça global.
Recusa a cessar-fogo e exigências territoriais
Na mesma entrevista, Zelensky reafirmou sua recusa em pagar o preço de um cessar-fogo exigido por Putin, que inclui a retirada de territórios estratégicos. O presidente ucraniano rejeitou especificamente a exigência russa de que a Ucrânia entregue:
- 20% da região leste de Donetsk
- Territórios nas regiões ao sul de Kherson e Zaporijia
Zelensky insistiu que a Rússia foi a iniciadora da guerra e que 'travar' Putin é uma vitória para o mundo inteiro, destacando o caráter internacional do conflito.
Contexto histórico do conflito
O último domingo marcou quatro anos do início da campanha militar de grande escala da Rússia contra todo o território ucraniano. No entanto, as tensões remontam a 2014, quando a Rússia invadiu a Ucrânia e anexou a Península da Crimeia, um movimento que já sinalizava a escalada de hostilidades.
Essa longa duração do conflito evidencia a resistência ucraniana e a complexidade das negociações, com Zelensky mantendo uma postura intransigente frente às demandas territoriais russas.