Trump reafirma força militar contra Irã e busca apoio internacional para crise no Estreito de Ormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar nesta segunda-feira (16 de março de 2026) que "destruiu" a capacidade militar do Irã durante discurso no Kennedy Center, em Washington. Ao lado de sua chefe de gabinete, Susie Wiles, o republicano declarou que os iranianos não possuem mais muitos mísseis disponíveis e que Teerã "não têm muito mais tiros para dar".
Campanha militar intensa e apelo por ajuda internacional
Segundo Trump, a campanha militar norte-americana contra o Irã já atingiu impressionantes mais de 7.000 alvos em toda a República Islâmica, com os ataques continuando "com força máxima". Em sua fala, o presidente fez um apelo direto às nações europeias e asiáticas para que auxiliem na reabertura do tráfego marítimo no estratégico Estreito de Ormuz.
"Encorajamos veementemente outras nações cujas economias dependem muito mais dessa passagem do que a nossa. Obtemos menos de 1% do nosso petróleo pelo Estreito", argumentou Trump. "China, países europeus e Coreia do Sul: Alguns países obtêm muito mais. O Japão obtém 95%, a China 90%, muitos europeus obtêm uma quantidade considerável. A Coreia do Sul obtém 35%, então queremos que eles venham nos ajudar com o Estreito."
Resposta morna dos aliados e negação iraniana
O pedido de Trump ocorre após o Irã responder a ataques de EUA e Israel utilizando drones, mísseis e minas para efetivamente fechar o canal vital para petroleiros – responsável por escoar aproximadamente um quinto do petróleo e gás natural liquefeito do mundo. No entanto, vários aliados dos Estados Unidos informaram nesta segunda-feira que não possuem planos imediatos para enviar navios e desbloquear a passagem.
"Alguns [países] estão muito entusiasmados com isso, e outros não. Alguns são países que ajudamos por muitos e muitos anos. Nós os protegemos de fontes externas terríveis, e eles não estavam tão entusiasmados. E o nível de entusiasmo importa para mim", declarou Trump em evento posterior na Casa Branca.
Paralelamente, o Irã negou categoricamente ter solicitado um cessar-fogo aos Estados Unidos, contradizendo declarações anteriores de Trump. Apesar da negativa, o chanceler iraniano deu o primeiro indicativo de que seu governo permitirá circulação limitada de embarcações no Estreito de Ormuz, afirmando que o estreito está fechado apenas para "inimigos e aqueles que apoiam sua agressão".
Escalada do conflito e impacto humanitário devastador
O conflito continua a se intensificar com novos desenvolvimentos preocupantes:
- Novos ataques no Golfo Pérsico: Arábia Saudita, Kuwait e Bahrein relataram novos ataques com mísseis ou drones nesta segunda-feira
- Ataque estratégico: No domingo (15), os EUA bombardearam a ilha de Kharg, local crucial para a economia petrolífera iraniana
- Ameaça expandida: O Irã pediu a evacuação de três grandes portos nos Emirados Árabes Unidos, ampliando suas ameaças na região
O impacto humanitário do conflito alcança proporções alarmantes:
- No Irã: A Cruz Vermelha registrou mais de 1.300 mortes devido aos ataques dos EUA e Israel, incluindo 223 mulheres e 202 crianças entre as vítimas
- Em Israel: 12 pessoas morreram por ataques de mísseis iranianos, com feridos adicionais registrados no domingo
- Forças dos EUA: Pelo menos 13 militares norte-americanos faleceram, sendo seis em acidente aéreo no Iraque
- No Líbano: Aproximadamente 820 pessoas morreram desde que o Hezbollah atacou e Israel respondeu com bombardeios, deslocando mais de 800.000 pessoas em apenas 10 dias
Continuação das hostilidades
Israel informou na madrugada de segunda-feira que o Irã lançou mísseis em direção ao seu território. Antes disso, vários ataques atingiram o centro de Israel e a área de Tel Aviv, causando danos em 23 locais e provocando um pequeno incêndio. As forças israelenses afirmam que o Irã está utilizando bombas de fragmentação, capazes de escapar de algumas defesas aéreas e espalhar submunições em múltiplos pontos.
Enquanto Trump insiste na força militar e busca apoio internacional para a crise no Estreito de Ormuz, o conflito continua a ceifar vidas e desestabilizar toda a região do Oriente Médio, com perspectivas de resolução ainda incertas.



