Trump afirma que Irã busca acordo e anuncia pausa em ataques; Teerã nega e acusa de 'fake news'
Trump diz que Irã quer acordo e pausa ataques; Teerã nega

Trump anuncia pausa em ataques ao Irã e afirma que país busca acordo; Teerã nega negociações

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira, 23 de março de 2026, que o Irã demonstra forte interesse em alcançar um acordo para encerrar o conflito que se arrasta desde fevereiro. A afirmação ocorreu pouco depois de anunciar uma suspensão temporária de cinco dias nos ataques aéreos contra usinas e infraestrutura energética iranianas.

Em declarações à imprensa, Trump destacou que existem pontos importantes de concordância entre Washington e Teerã, enfatizando: "Eles querem muito fechar um acordo – nós também gostaríamos de fechar um acordo". O líder americano revelou ainda que uma reunião por telefone estava prevista para o mesmo dia, envolvendo seu enviado para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e seu genro, Jared Kushner, nas negociações.

Mudança de tom após ameaças anteriores

A postura conciliatória de Trump representa uma mudança significativa em relação às declarações do sábado, quando ameaçou "obliterar" usinas de energia iranianas caso o Estreito de Ormuz – vital rota marítima por onde transitam 20% do petróleo e gás consumidos globalmente – não fosse reaberto em 48 horas. Um ataque às instalações energéticas seria considerado uma escalada perigosa na guerra que já dura mais de três semanas.

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Na rede social Truth Social, de sua propriedade, Trump justificou a pausa nos bombardeios alegando "conversas muito boas e produtivas" sobre uma resolução completa das hostilidades na região. No entanto, deixou claro que a suspensão está condicionada ao sucesso das discussões em andamento.

Resposta iraniana: negação e acusações

O governo do Irã reagiu imediatamente, negando qualquer tipo de negociação com os Estados Unidos. Através do Ministério das Relações Exteriores, Teerã afirmou que as declarações de Trump fazem parte de uma estratégia para reduzir preços da energia e ganhar tempo para planos militares, conforme transmitido à emissora semioficial Mehr.

O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, foi ainda mais contundente, acusando Trump de disseminar "fake news" sobre as tratativas. Ele reiterou que nenhuma negociação foi realizada e que notícias falsas são usadas para manipular mercados financeiros e petrolíferos, além de tentar escapar do "atoleiro" em que Estados Unidos e Israel estariam presos.

O conflito, que teve início em fevereiro de 2026, continua gerando tensões internacionais, com o Irã mantendo a posição de que não foi o iniciador das hostilidades e que qualquer pedido de redução de tensões deve ser direcionado a Washington. A situação permanece incerta e volátil, com ambas as partes adotando narrativas públicas diametralmente opostas sobre o estado real das negociações.

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