Trump afirma que governo investiga explosão em escola iraniana que matou 175
Trump diz que EUA investigam explosão em escola no Irã com 175 mortos

Trump se pronuncia sobre explosão em escola iraniana que deixou 175 mortos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (9) que seu governo está investigando a explosão que destruiu uma escola de meninas no sul do Irã, em um episódio que deixou 175 mortos. Questionado sobre o caso durante coletiva de imprensa no Trump National Doral Miami, Trump declarou: "Isso está sendo investigado neste momento. Seja qual for o resultado do relatório, estou disposto a aceitá-lo".

Vídeo mostra míssil americano atingindo base próxima à escola

Mais cedo, a agência iraniana Mehr divulgou um vídeo que mostra o momento em que um míssil dos Estados Unidos atinge uma base naval ao lado da escola primária em Minab. Segundo verificação do jornal The New York Times, as imagens reforçam a hipótese de que a escola também tenha sido atingida por um míssil americano.

O governo de Donald Trump nega ter mirado a escola e responsabiliza o Irã pelo ataque, ocorrido em 28 de fevereiro. No vídeo, é possível ver um míssil de cruzeiro Tomahawk atingindo o que seria uma clínica médica dentro da base naval usada pela Guarda Revolucionária do Irã.

Evidências apontam para ataque de precisão

O New York Times informou ter reunido um conjunto de evidências — incluindo imagens de satélite, relatos e outros vídeos verificados — que indicam que o prédio da escola foi atingido em um ataque de precisão. As imagens mostram colunas de poeira e fumaça se elevando na região da escola primária logo após o impacto na base naval.

Para o jornal, isso sugere que a escola foi atingida pouco antes da instalação militar. Imagens de satélite também indicam que outros pontos da base foram atacados. Entre as partes envolvidas no conflito, apenas os Estados Unidos possuem mísseis Tomahawk.

Versões contraditórias e investigações em andamento

No sábado (7), Trump afirmou que, com base no que havia visto, o Irã teria atingido a escola, por ser "muito impreciso com suas munições". O Pentágono declarou que investiga o caso, mas afirmou que os iranianos são os únicos que miram civis.

Contradizendo essa versão, uma investigação preliminar conduzida pelos militares dos Estados Unidos, revelada pela agência Reuters um dia antes, apontou que forças americanas provavelmente seriam responsáveis pelo ataque à escola.

Funeral emociona e ONU pede apuração

Na semana passada, a TV estatal iraniana exibiu imagens do funeral das meninas que estudavam na escola. Os caixões, cobertos com bandeiras do Irã, foram transportados em um caminhão em meio a uma grande multidão até o cemitério de Minab.

A Organização das Nações Unidas pediu uma investigação sobre o caso. Atacar deliberadamente uma escola, hospital ou outra estrutura civil pode configurar crime de guerra, segundo o direito internacional humanitário.

Caso a participação dos Estados Unidos seja confirmada, o ataque poderá figurar entre os episódios com maior número de vítimas civis em décadas de conflitos americanos no Oriente Médio.