Trump afirma que guerra contra Irã está perto do fim, mas Guarda Revolucionária rejeita declaração
Trump diz guerra com Irã perto do fim, mas Teerã rejeita

Conflito no Oriente Médio entra em nova fase de tensões diplomáticas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (9) que a guerra contra o Irã está "praticamente concluída" e terminará "muito em breve", em declarações que contrastam com a postura firme da Guarda Revolucionária Islâmica do país. O grupo armado iraniano respondeu imediatamente, declarando que "nós somos aqueles que determinarão o fim da guerra" e classificando os comentários de Trump como "absurdos".

Ambas as partes mantêm posições irreconciliáveis sobre o conflito

Durante entrevista à CBS News, Trump minimizou a capacidade militar iraniana, afirmando que "eles não têm Marinha, não têm comunicações, não têm Força Aérea". No entanto, em coletiva de imprensa no início da noite, o republicano negou que o fim do conflito ocorreria nesta semana, mas reafirmou sua convicção de que a guerra será uma "incursão de curto prazo".

Do lado iraniano, o porta-voz Esmail Baghaei descartou completamente a possibilidade de cessar-fogo, afirmando que "não faz sentido falar de nada além de defesa e retaliação contra os inimigos". Baghaei também acusou os Estados Unidos de estarem atrás do petróleo iraniano, declarando que Washington busca os recursos petrolíferos do país e tenta enfraquecê-lo e dividi-lo.

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Estreito de Ormuz se torna ponto central das tensões

A Guarda Revolucionária emitiu uma grave advertência sobre o controle do Estreito de Ormuz, por onde passa aproximadamente 20% do petróleo mundial. O grupo afirmou que não permitirá a exportação de "um litro de óleo" da região caso os ataques dos Estados Unidos e Israel continuem, acrescentando que a segurança na área será "para todos ou para ninguém".

Trump, por sua vez, revelou que considera assumir o controle do estratégico estreito, declaração que causou volatilidade nos mercados internacionais. Os preços do petróleo chegaram a disparar quase 30%, aproximando-se de US$ 120 por barril, antes de recuarem após as novas declarações do presidente americano.

Consequências econômicas e políticas do conflito

A valorização do petróleo pode impactar diretamente a economia americana e influenciar as eleições de novembro nos Estados Unidos. Além disso, fontes ouvidas pela Reuters afirmaram que o governo Trump avalia um novo afrouxamento das sanções ao petróleo russo, o que aumentaria a oferta global.

O conflito no Oriente Médio entrou no décimo dia nesta segunda-feira, superando as previsões iniciais de Trump, que em 28 de fevereiro havia estimado que a guerra poderia durar até cinco semanas. O presidente americano participou de uma ligação de aproximadamente uma hora com Vladimir Putin para discutir as guerras no Irã e na Ucrânia, conforme divulgado pelo governo russo.

Questão da sucessão no Irã adiciona complexidade

Trump também comentou sobre a nomeação de Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do Irã, sucedendo seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, morto em um ataque no primeiro dia da guerra. O presidente americano afirmou não estar satisfeito com o sucessor iraniano e disse ter alguém em mente para o cargo, mas não forneceu detalhes.

Espera-se que Mojtaba Khamenei, de 56 anos, dê continuidade ao regime linha-dura de seu pai, mantendo a postura de confronto com os Estados Unidos e seus aliados na região. Trump afirmou que o Irã estava muito próximo de obter uma arma nuclear que seria usada contra Israel em um "grande ataque", justificando assim a continuação da ofensiva "até que o inimigo seja total e decisivamente derrotado".

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