Trump anuncia decisão sobre possível ataque ao Irã em até 10 dias
Trump: decisão sobre ataque ao Irã em até 10 dias

Trump define prazo de 10 dias para decisão sobre possível ataque ao Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta sexta-feira (20) que está considerando seriamente um ataque militar ao Irã e que uma decisão final será tomada nos próximos dez dias. Em resposta a perguntas de repórteres, o líder republicano afirmou: "Acho que posso dizer que estou considerando", reforçando a pressão sobre o governo iraniano para um novo acordo sobre seu programa nuclear.

Ultimato e movimentação militar

Durante a reunião inaugural do "Conselho da Paz" na quinta-feira (19), Trump já havia estabelecido um prazo similar, alertando que o Irã precisa chegar a um "acordo significativo" nas negociações com os EUA. Caso contrário, "coisas ruins acontecerão". O presidente norte-americano foi enfático: "Vocês provavelmente descobrirão nos próximos dez dias".

Enquanto isso, a presença militar americana no Oriente Médio aumentou significativamente. Fontes da imprensa americana, incluindo CNN, CBS e The New York Times, indicam que os EUA estão preparados para atacar o Irã já neste fim de semana, embora Trump ainda não tenha autorizado a ação definitivamente.

Banner largo do Pickt — app de listas de compras colaborativas para Telegram

Preparações bélicas e retirada de pessoal

O Wall Street Journal revelou na quarta-feira (18) que Trump foi apresentado a opções militares "todas projetadas para maximizar os danos". Autoridades não identificadas mencionaram a possibilidade de uma campanha para "matar dezenas de líderes políticos e militares iranianos", com o objetivo de derrubar o governo.

Em paralelo, o Pentágono começou a retirar parte do pessoal do Oriente Médio como medida preventiva contra possíveis contra-ataques iranianos. O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, pediu nesta quinta-feira que cidadãos poloneses deixem imediatamente o Irã, alertando que a possibilidade de conflito armado é "muito real".

Frota naval e exercícios militares

Washington mantém 13 navios de guerra na região, incluindo o porta-aviões USS Abraham Lincoln, que está a aproximadamente 700 quilômetros da costa iraniana. O USS Gerald R. Ford, maior porta-aviões do mundo, aproxima-se do Estreito de Gibraltar para se unir à frota. Esses navios estão equipados com mísseis Tomahawk, os mesmos usados em ataques a instalações nucleares iranianas em junho passado.

Do lado iraniano, o país realizou exercícios militares com a Rússia no Golfo de Omã e no Oceano Índico nesta quinta-feira. A Guarda Revolucionária também iniciou exercícios com munição real no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado mundialmente.

Contexto das negociações

Estados Unidos e Irã retomaram recentemente negociações sobre o programa nuclear iraniano, mediadas por Omã. Uma segunda rodada ocorreu na terça-feira (17) em Genebra, com a Casa Branca relatando "pequenos avanços" diplomáticos. A porta-voz Karoline Leavitt comentou: "Seria muito sensato da parte do Irã fechar um acordo com o presidente Trump e o governo".

As tensões aumentaram após a repressão violenta a manifestantes no Irã em janeiro, com Trump ameaçando ação militar repetidamente. Em publicação na rede Truth Social, o presidente norte-americano voltou a sugerir um possível ataque, alertando sobre o uso da base aérea em Diego Garcia se necessário.

O governo iraniano afirma que qualquer ataque pode desencadear uma guerra regional, enquanto enfrenta pressão interna após protestos em massa e ataques anteriores a suas instalações nucleares. O cenário permanece incerto, com o prazo de dez dias estabelecido por Trump definindo os próximos capítulos desta crise internacional.

Banner pós-artigo do Pickt — app de listas de compras colaborativas com ilustração familiar