Trump chama países da Otan de 'covardes' após recusa em ajuda militar contra o Irã
Trump chama Otan de 'covardes' por recusa contra Irã

Trump acusa países da Otan de covardia após recusa em ajuda militar contra o Irã

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) como "covardes" por não atenderem ao seu apelo de ajuda militar contra o Irã. Em publicação nas redes sociais nesta sexta-feira, 20 de março de 2026, o republicano expressou insatisfação com a falta de assistência de aliados históricos na tentativa de reabrir o Estreito de Ormuz, rota vital de petróleo fechada por Teerã desde o início do conflito.

Críticas diretas e ameaças veladas

"Eles reclamam dos altos preços do petróleo que são obrigados a pagar, mas não querem ajudar a abrir o Estreito de Ormuz, uma manobra militar simples que é a única razão para os altos preços do petróleo", afirmou Trump. "É tão fácil para eles fazerem, com tão pouco risco. COVARDES, E NÓS NOS LEMBRAREMOS!", completou, utilizando caixa alta para enfatizar sua mensagem. O fechamento do Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo e gás consumidos globalmente, tem sido o estopim de uma crise entre Washington e seus aliados europeus ao longo da semana.

Resistência dos aliados europeus

A pressão da Casa Branca não surtiu grande efeito sobre os líderes da Otan, com muitos adotando uma postura indiferente. Alguns países recusaram abertamente participar do conflito promovido pelos americanos, incluindo as principais potências militares do continente europeu: França e Reino Unido. O presidente francês, Emmanuel Macron, foi taxativo ao declarar que "nunca participaria de operações para liberar o Estreito" no contexto atual, enquanto o premiê britânico, Keir Starmer, garantiu que seu país "não será arrastado para uma guerra mais ampla" contra o Irã.

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Contexto do conflito e movimentos militares

A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã teve início em 28 de fevereiro, quando tropas americanas e israelenses bombardearam diversos pontos do território iraniano sob justificativas como mudar o regime, desarticular o programa nuclear e incapacitar o poder bélico de mísseis. A ordem de ataque de Trump, que iniciou um cenário de instabilidade no Oriente Médio, não consultou ou avisou nenhum dos países da Otan. Em meio às incertezas sobre a duração do conflito, Washington está se preparando para enviar milhares de soldados adicionais para a região, incluindo duas Unidades Expedicionárias de Fuzileiros Navais, cada uma com cerca de 2 mil a 2,5 mil integrantes, para reforçar os 50 mil soldados americanos já presentes.

Reações e reconsiderações

Em resposta às recusas, Trump subiu o tom, classificando-as como "um erro muito estúpido" e reafirmando que os Estados Unidos se lembrariam disso no futuro. Na quinta-feira, 19 de março, seis grandes potências, incluindo Reino Unido, Alemanha, França e Japão, mostraram sinais de reconsideração ao se declararem dispostas a "contribuir com os esforços apropriados" para garantir a livre passagem pelo Estreito. No entanto, nenhum deles se comprometeu formalmente com uma operação militar ou apresentou propostas completas, mantendo a situação em um impasse diplomático.

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