Rússia acusa Ucrânia de buscar arma nuclear com apoio de França e Reino Unido
Rússia acusa Ucrânia de buscar arma nuclear com aliados

Rússia acusa Ucrânia de buscar arma nuclear com apoio de França e Reino Unido

Em uma declaração divulgada nesta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, que marca o quarto aniversário da invasão russa ao território ucraniano, o serviço de inteligência externa da Rússia (SVR) fez uma acusação grave contra a Ucrânia e seus aliados ocidentais. Segundo o órgão russo, a Ucrânia estaria tentando obter uma arma nuclear com a ajuda direta da França e do Reino Unido.

Alegações russas sem provas concretas

O SVR afirmou em seu relatório que o Reino Unido e a França acreditariam que a Ucrânia poderia garantir condições mais favoráveis para encerrar o conflito se possuísse "uma bomba nuclear, ou pelo menos uma chamada 'bomba suja'". No entanto, o órgão de inteligência russo não apresentou nenhuma evidência concreta para sustentar essas alegações, levantando dúvidas sobre a veracidade das informações.

Uma "bomba suja" é definida como um artefato explosivo que contém material radioativo, projetado para contaminar uma área extensa, mas que não é capaz de provocar uma explosão nuclear em grande escala como uma bomba atômica tradicional. Este tipo de dispositivo representa uma ameaça significativa à segurança, mas difere fundamentalmente das armas nucleares convencionais.

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Respostas firmes de Kiev e aliados ocidentais

A resposta da Ucrânia e de seus parceiros ocidentais foi imediata e contundente. Através de uma declaração à agência de notícias Reuters, a Ucrânia classificou a acusação russa como "absurda" e completamente infundada. Heorhii Tykhyi, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia, foi ainda mais enfático em suas declarações.

"Autoridades russas, conhecidas por seu impressionante histórico de mentiras, estão mais uma vez tentando fabricar a velha bobagem da 'bomba suja'", afirmou Tykhyi à Reuters. "Para constar: a Ucrânia já negou tais alegações absurdas da Rússia muitas vezes antes, e as negamos oficialmente novamente agora. Instamos a comunidade internacional a rejeitar e condenar as bombas sujas de desinformação da Rússia", completou o representante ucraniano.

Posicionamento de França e Reino Unido

Os governos da França e do Reino Unido também se manifestaram rapidamente para rechaçar as alegações russas. Porta-vozes do Ministério das Relações Exteriores da França e do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, declararam que a afirmação russa constitui "desinformação flagrante" e que "não há verdade nisso", respectivamente.

Esta posição unificada dos aliados ocidentais reforça a rejeição categórica às acusações feitas pelo serviço de inteligência russo, destacando a consistência na defesa da Ucrânia contra o que consideram campanhas de desinformação.

Contexto histórico e declarações de Putin

Após a divulgação do relatório do SVR, o presidente russo Vladimir Putin fez declarações que ecoaram as preocupações expressas pelo serviço de inteligência. Putin afirmou que os adversários de Moscou provavelmente sabem como poderia terminar qualquer ataque à Rússia com o uso de um "elemento nuclear", embora não tenha especificado exatamente a que se referia.

Vale ressaltar que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, já havia criticado anteriormente a decisão histórica da Ucrânia de desistir de seu antigo arsenal nuclear soviético na década de 1990. Zelensky argumentou que o país não obteve garantias de segurança adequadas na época, embora a Ucrânia mantenha publicamente que não pretende readquirir armas nucleares e que respeita todos os tratados internacionais sobre o tema.

Análise do cenário geopolítico

Esta troca de acusações ocorre em um momento particularmente sensível nas relações internacionais, marcado pelo quarto ano do conflito entre Rússia e Ucrânia. As alegações sobre armas nucleares sempre carregam um peso significativo no cenário geopolítico, especialmente quando envolvem potências nucleares reconhecidas como França e Reino Unido.

Especialistas em relações internacionais observam que acusações deste tipo podem servir a múltiplos propósitos:

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  • Justificar medidas mais agressivas por parte da Rússia
  • Deslegitimar a Ucrânia perante a comunidade internacional
  • Criar divisões entre os aliados ocidentais
  • Desviar a atenção de outros desenvolvimentos no conflito

A falta de provas apresentadas pelo SVR, combinada com as negativas categóricas de todos os acusados, sugere que estas alegações podem fazer parte de uma estratégia mais ampla de informação e desinformação no contexto do conflito em curso.